Diversificação, competências e coerência produtiva

BRITTO, J. Diversificação, competências e coerência produtiva. In: KUPFTER, D.; HASENCLEVER, L. (orgs). Economia Industrial: fundamentos teóricos e práticas no Brasil. Rio de Janeiro: Campus, 2002. Cap. 14. p. 307-343.

  • O conceito de empresa derivado das visões institucionalistas/schumpeterianas identifica um contínuo crescimento, em razão da capacidade interna de geração de lucros e da realização do potencial de acumulação gerado em razão dos investimentos. Ou seja, a empresa obriga-se a reinvestir produtivamente os lucros gerados e mobiliza recursos da sua acumulação interna ou de fontes externas de financiamento.
  • Fenômeno da diversificação: refere-se à expansão da empresa para mercados distintos do da sua área. Permite superar os limites de seus mercados concorrentes e ampliar o potencial de acumulação, que influencia o crescimento da empresa.

Caracterização e mensuração do fenômeno

  • A diversificação é um processo que se confunde com o crescimento empresarial, que é analisado a partir das interações entre estrutura-conduta-desempenho. A origem disso está na concorrência intercapitalista, que obriga as empresas a diversificarem seus campos de atuação, com impactos sobre a lógica do processo de expansão para novos mercados. Quando viabilizada, a diversificação amplia o espaço da concorrência para além de mercados particulares, permitindo às empresas manter suas posições relativas ante outras também diversificadas.
  • Uma série de fenômenos internos à empresa afetam as estratégias para incorporar ou não um projeto de diversificação, tais como a maneira que são estruturadas as competências e como são equacionados os conflitos intra-organizacionais.
  • A empresa está atrelada à maneira como é operacionalizada sua política de investimentos, o que envolve avaliação de oportunidades e incorporação das variáveis risco e incerteza nas decisões empresariais.
  • A caracterização e a mensuração da diversificação são afetadas por elementos utilizados para diferenciar o conjunto de atividades realizadas pelas empresas, podendo-se diferenciar entre características de base técnico-produtiva e de base comercial. A amplitude do processo de diversificação depende do sentido atribuído a essas características.
  • Outro aspecto é a mensuração da diversificação a partir de fontes estatísticas que são geralmente dados oficiais a partir de classificações setoriais das atividades industriais, carregadas de arbitrariedade e com defeitos ligados à dicotomia entre categoria de mercado ou semelhança técnica.
  • É comum a utilização de indicadores que captam o nível de diversificação de empresas particulares, a partir de dados estatísticos disponíveis. A identificação de uma medida de diversificação é construída ponderando-se a importância quantitativa de cada uma das atividades realizadas em relação ao valor total da produção.

Direções possíveis do processo de diversificação

  • As possíveis direções do processo de diversificação consideram dois critérios básicos:
    1. proximidade existente entre as atividades originais da empresa e as novas para as quais está se expandindo, no que se refere à localização das mesmas nos diferentes estágios da transformação de insumos em produtos ao longo das cadeias produtivas. A partir desse critério há dois movimentos: diversificação horizontal/lateral e diversificação vertical/integração.
    2. grau de similaridade existente entre as atividades originais da empresa e as novas atividades quanto às competências produtivas e gerenciais para sua eficaz operação. Há dois tipos: processo de diversificação concêntrica (a similaridade é explorada como vantagem competitiva) e diversificação em conglomerado.
  • Diversificação horizontal: introdução de produtos relacionados ao produto original quanto ao mercado atingido e que possa ser vendido através de canais de distribuição já estabelecidos; a expansão para novos segmentos se associa a uma extensão da área especialização da empresa; esse processo visa explorar economias de escopo e canais de comercialização disponíveis.
  • Fatores que influenciam a diversificação horizontal: características tecnológicas de produto, processos utilizados pela empresa (contínuos ou não) e a capacitação mercadológica acumulada em suas atividades originais.
  • A diversificação horizontal amplia a possibilidade de realização do potencial de acumulação da empresa, eleva sua flexibilidade operacional e diminui a vulnerabilidade diante de variações cíclicas da demanda em seu mercado original. Ainda, pode elevar a capacidade de financiamento das diversas atividades através de subsídios cruzados entre elas.
  • Diversificação (integração) vertical: a empresa assume o controle sobre diferentes estágios ou etapas da progressiva transformação de insumos em produtos finais, o que ocorre de maneira não linear. É importante considerar os vínculos qualitativos entre os diversos estágios, ligados à forma como as especificações referentes ao produto/processo em certa etapa condicionam as atividades nas demais com que se articula. Há dois tipos de integração vertical:
    1. integração para trás: entrada em estágios anteriores ao processo de produção; não modifica a natureza do produto originariamente gerado pela empresa; ocorre elevação do valor agregado ao produto.
    2. integração para frente: entrada em estágios posteriores à produção; intensifica o processo de elaboração, aproximando-o do estágio ligado à geração do produto final; pode envolver a entrada em atividades não estritamente industriais, como distribuição-comercialização do produto final ou serviços pós-venda; o valor agregado, o preço e a receita obtidos são alterados.
  • Fatores que condicionam o processo de integração vertical: condicionantes de ordem técnica (desequilíbrios entre diferentes estágios do processo de produção, externalidades tecnológicas, necessidade de aglutinação de novas competências e necessidade de equilibrar uma cadeia de produção com diferentes estágios); condicionantes de eficiência econômica (redução de custos de produção, obtenção de ganhos de eficiência, redução de custos de transação e aumento nos níveis de segurança sobre insumos críticos); e condicionantes relativas ao processo competitivo nas indústrias em que a empresa atua (indústrias próximas às tradicionalmente caracterizadas como oligopólio homogêneo apresentam maior integração vertical, e também a criação de uma proteção contra a concorrência potencial de novos produtores).
  • A diversificação vertical torna a empresa mais sensível à instabilidade dos mercados em que atua, reduzindo sua flexibilidade ao elevar o nível de comprometimento do capital produtivo com o conjunto de atividades integradas. A diversificação horizontal pode preparar e facilitar a vertical, e vice-versa.
  • Diversificação concêntrica: o principal aspecto é a exploração do núcleo de competências essenciais da empresa como fonte de vantagens competitivas que favoreceriam a entrada em novas áreas de atuação, ou seja, a empresa procura manter um padrão coerente de expansão, explorando e ampliando suas competências originais. A empresa diversificada que surge está presente em vários mercados relacionados entre si do ponto de vista técnico-produtivo ou das capacitações gerenciais necessárias para operar as unidades eficazmente.
  • Empresas com diversificação concêntrica baseiam sua estratégia no acúmulo de capacitação genérica que pode ser usada em diferentes mercados, obtendo vantagem concorrencial através dessa capacitação. A empresa aufere ganhos com o intercâmbio de recursos produtivos, financeiros e gerenciais entre suas diversas unidades, resultando em ganhos de eficiência.
  • A diversificação concêntrica não tende a reforçar barreiras à mobilidade e à entrada, porque as empresas atuariam em vários mercados articulados de maneira relativamente tênue.
  • Diversificação em conglomerado: a evolução da diversificação concêntrica para a conglomerada envolve redução progressiva dos níveis de sinergia entre as atividades da empresa até uma situação em que elas são tênues, onde a empresa diversificada pode ser vista como um conjunto de atividades não correlacionadas. O caráter extremamente díspar dessas atividades gera problemas de consolidação de um nível de competência que permita se posicionar satisfatoriamente nos diferentes mercados em que atua.
  • Três modificações para que a empresa se diversifique de forma conglomerada:
    1. surgimento de novas oportunidades atrativas para a realização de investimentos;
    2. impacto desestabilizador de uma inovação tecnológica radical sobre as atividades originais da empresa;
    3. a diversificação em conglomerado pode ser induzida a um nível muito específico de especialização, impedindo relações de sinergia com outras atividades.
  • Há situações em que a diversificação em conglomerado é explorada como alternativa de crescimento, possibilitando a realização de operações de fusões e aquisições, além das modernas técnicas de planejamento financeiro.

Diversificação e crescimento da empresa

  • O processo de diversificação enquanto alternativa para viabilizar o crescimento da empresa fundamenta-se na análise do agente particular “empresa diversificada e diversificante”. A diversificação proporciona benefícios que aceleram o ritmo de acumulação e crescimento da empresa. São decorrentes de três fatores:
    1. busca de novas áreas de atuação enquanto alternativa para acelerar o ritmo de crescimento;
    2. benefícios relacionados ao incremento da eficiência técnico-produtiva, exploração das sinergias e melhor utilização de recursos disponíveis;
    3. benefícios relacionados à ampliação da rentabilidade da empresa ao longo do tempo.
  • A análise da diversificação pode contribuir para a compreensão de crescimento da empresa, considerando autores que entendem a empresa como entidade complexa orientada para o crescimento. Nesse sentido, o processo de crescimento tem capacidade de internalizar a tomada de decisões, reforçando a dimensão administrativa/deliberativa e diminuindo a importância das forças de mercado na alocação de recursos, importando em último grau a ação da concorrência intercapitalista.
  • Penrose (1959): a grande empresa industrial influencia as possibilidades de diversificação dela para uma maior gama de mercados.
    1. essa empresa é intrinsecamente complexa do ponto de vista admistrativo/organizacional, com atividades relacionadas e coordenadas;
    2. a empresa é vista como agrupamento de recursos produtivos tangíveis e intangíveis capazes de gerar serviços que viabilizam o processo de produção, como os serviços gerenciais.
    3. é possível identificar condicionantes do processo de crescimento relativos a fatores internos da empresa, como capacidade empresarial, níveis de risco e incerteza e expectativas de crescimento.
  • Os serviços gerenciais, para Penrose, são um tipo de conhecimento acumulado pela empresa através da experiência com a operação dos negócios e com a implementação de planos de expansão. A disponibilidade desses serviços gera incentivos à expansão para novos mercados que independem de estímulos ambientais, mas também limita o crescimento em dado momento do tempo, em razão dos limites à expansão de seus serviços gerenciais.
  • Limites internos à empresa do processo de diversificação:
    1. Considerar como fixos os serviços gerenciais implica desconhecer os efeitos dos ganhos de experiência que podem contrabalançar os efeitos das deseconomias.
    2. Situações onde os incentivos proporcionados pela disponibilidade de serviços gerenciais tende a desaparecer. Ocorre nas seguintes situações:
      • quando a expansão envolve produtos totalmente novos ou o estabelecimento de plantas em novas áreas geográficas;
      • quando há elevado grau de especialização nos recursos comprometidos com as novas atividades;
      • quando a vantagem proporcionada pela experiência de tais serviços restringe-se à maior facilidade de entrada na nova atividade.
    3. Ritmo de expansão das atividades da empresa e não à sua dimensão. Admite-se que a proporção dos serviços gerenciais requeridos para manter as operações da empresa em relação ao total de serviços produtivos pode crescer.
  • Efeito Penrose: é improvável que a disponibilidade de serviços gerenciais possíveis de serem comprometidos com a expansão cresça a uma taxa mais alta que o crescimento dos serviços produtivos totais da empresa, assim ocorre um decréscimo da produtividade média dos serviços gerenciais e se eleva o custo unitário desses serviços para taxas de crescimento acima de certo nível; por conseguinte, há uma elevação nos gastos com serviços gerenciais por unidade monetária adicional obtida na expansão para novos mercados.
  • A proximidade entre as atividades contempladas no processo de expansão e as atividades originais da empresa diminui a necessidade de serviços gerenciais.
  • Marris: a maximização do crescimento é o objetivo mais geral da empresa e isso está ligado ao processo de diversificação. A possibilidade de a empresa determinar a taxa de crescimento máximo que pode obter pela diversificação depende de duas restrições:
    1. restrição mercadológica: possibilidade de se compatibilizar a expansão da oferta com o crescimento da demanda nos novos mercados.
    2. restrição financeira: tomada como exógena, refere-se ao montante de recursos e ao nível de risco.
  • O sucesso do processo depende do volume de recursos mobilizados para o lançamento de produtos nos novos mercados, tendo um limite a partir do qual a taxa de sucesso decresce quando o número de novos produtos aumenta.
  • A taxa de sucesso dos produtos lançados está relacionada à taxa de diversificação e aos gastos com P&D e publicidade.
  • Com o incremente da diversificação, o sucesso de novos lançamentos cresce a taxas decrescentes, em razão da limitação das competências e da capacidade mercadológica da empresa.

Condicionantes internos à empresa no processo de diversificação

  • O processo de diversificação é afetado por fatores como o nível de especialização preexistente nas empresas e as sinalizações do ambiente competitivo nos quais se inserem. Há uma lógica no processo, baseada em uma coerência quanto à definição de novas oportunidades de negócios no processo de crescimento empresarial.
  • O nível de especialização de uma empresa está relacionado a duas dimensões:
    1. maneira como se articulam as diversas atividades de uma empresa que atua em diferentes mercados, considerando-se os diferentes modelos organizacionais, decisivos para a capacidade de responder a estímulos competitivos.
    2. nível de especialização de cada empresa nos conceitos de base tecnológica (cada tipo de atividade produtiva que utiliza máquinas, processos, capacitações e matérias-primas complementares associados ao processo de produção) e área de comercialização (grupo de clientes que a empresa esperar exercer influência sobre através de um mesmo programa de vendas).
  • A coerência do processo de diversificação está na existência de características comuns entre a base tecnológica e a área de comercialização das atividades originais da empresa e as das novas atividades incorporadas com a diversificação.
  • Horizonte de diversificação: indicações quanto às direções em que a expansão para novos mercados se mostra mais factível. A expansão pode alargar esse horizonte e assim o processo de diversificação se torna cumulativo, na medida em que se amplia o leque de oportunidades a serem exploradas, reforçando o movimento de expansão.
  • Outro elemento interno é a existência de serviços produtivos ociosos, que envolvem indivisibilidades técnicas associadas à presença de economias de escala e o surgimento de novos serviços produtivos no processo de expansão. Para Penrose, esses novos serviços funcionam como economias de crescimento, impulsionando a diversificação porque fornecem vantagens em relação às demais empresas para oferecer novos produtos no mercado.
  • Novas interpretações sugerem as empresas como organizações dotadas de competências específicas, que evoluem ao longo do tempo em razão de processos internos de aprendizado e de mudanças adaptativas feitas diante de alterações nas condições ambientais. Os processos cumulativos de aprendizado alteram permanentemente as competências organizacionais e tecnológicas.
  • A diversificação será facilitada se estiver orientada para indústrias onde se possa reproduzir as rotinas já experimentadas pela empresa (mesmo que em parte) em seus mercados de origem, ou nas quais a experiência obtida pelos processos de aprendizado renda alguma vantagem competitiva.
  • A diversificação também será facilitada quando orientada para setores em que a empresa possa aprofundar estratégias mercadológicas e tecnológicas exploradas em seus mercados de origem.
  • Dois impactos dinâmicos do processo de diversificação sobre o perfil de competência das empresas:
    1. a diversificação permite incrementar a capacitação técnico-produtiva dos agentes e permite explorar oportunidades tecnológicas e mercadológica atrativas em mercados que as competências acumuladas já representam alguma vantagem competitiva.
    2. a diversificação permite reduzir o risco implícito na desestabilização do nível de capacitação das empresas diante de mudanças tecnológicas radicais, reconfigurando o perfil de competências e reorientando o processo de crescimento.
  • Competências essenciais: o gerenciamento destas envolve cinco dimensões básicas.
    1. desenvolvimento destas competências ao longo do tempo envolvendo um processo cumulativo;
    2. difusão de competências ao nível da empresa, correlacionando ao grau de articulação/formalização do conhecimento no plano intra-empresarial;
    3. integração de competências;
    4. balanceamento entre o aprofundamento do aprendizado em campos correlatos aos das competências e extensão do esforço de capacitação para novos domínios;
    5. renovação de competências, contornando-se a inércia organizacional.
  • Enquanto a especialização procura focar as capacitações, concentrando o risco, a diversificação busca reduzir o risco através da expansão para novos negócios com maior/menor sinergia aos negócios originais. Na prática, há uma complementaridade entre as duas estratégias, porque a consolidação e fortalecimento de certas competências essenciais pode se tornar fator de estímulo à expansão.
  • O último condicionante interno é o formato organizacional e a estrutura de propriedade que as empresas adotam.
    • empresas multidivisionais: diversificação de padrão concêntrico, induzida por características tecnológicas/mercadológicas das atividades previamente desenvolvidas, possibilitando a exploração de economias de escopo e sinergias tecnológicas. Os elementos de sinergia indicam a direção do processo.
    • conglomerados gerenciais/companhias de investimento: seguem uma lógica financeira de distribuição dos riscos; no caso das cias de investimento, a orientação da diversificação segue a lógica da teoria do portfólio, que revela um trade-off entre lucratividade e risco em uma empresa diversificada.
  • Empresas que fazem parte de grandes grupos econômicos realizam sua diversificação combinando a lógica da coerência técnica-produtiva com a financeira. Mesmo que a empresa explore níveis de sinergia individualmente, a expansão sempre estará atrelada a uma estratégia mais geral do grupo a que pertence.

Condicionantes externos à empresa no processo de diversificação

  • As características estruturais dos ambientes competitivos afetam a diversificação. Há dois aspectos: 1) potencial de crescimento do mercado nas atividades originais da empresa; e 2) a maneira como os elementos específicos das estruturas de mercado, e os padrões de competição, predeterminam certas direções exploradas na diversificação.
  • O comportamento da demanda nos mercados concorrentes da empresa estimula a diversificação quando:
    1. há tendência à sua retração: por baixo dinamismo tecnológico, acirramento da competição, reduzida elasticidade-renda, etc.
    2. há intensificação de flutuações cíclicas dessa demanda: pode provocar esgotamento no LP.
    3. há crescimento relativamente lento em relação às expectativas de expansão.
  • Estabelece-se um vínculo entre o processo de diversificação e os padrões competitivos das diferentes estruturas de mercado, que predeterminam a direção do processo. Cada padrão de concorrência setorial gera estímulos (ligados a fatores que agem como fontes de vantagens competitivas) e estes influenciam o ritmo e a direção.
  • No caso de uma empresa que já apresenta nível preexistente de diversificação elevado, o processo de diversificação relaciona-se a uma política de crescimento que extrapola os mercados em que atua e assume dinâmica própria.

Formas de diversificação: investimentos em nova capacidade e operações de fusões/aquisições

  • Há duas formas de se viabilizar o processo de diversificação:
    1. criando uma capacidade de produção totalmente nova, através de uma nova unidade produtiva; estratégia ligada ao crescimento interno.
    2. aquisição ou fusão com uma empresa já atuante no mercado objeto da diversificação, incorporando nova unidade à sua estrutura organizacional, que incrementa seu nível de especialização e alarga o horizonte de diversificação; estratégia ligada ao crescimento externo.
  • O crescimento externo se diferencia do interno no sentido de que o último resulta em aumento da capacidade produtiva não só da empresa mas da indústria em questão e das atividades a ela articuladas, enquanto o primeiro só altera a capacidade da própria empresa que adotou a estratégia, funcionando ao nível da indústria como mera transferência de propriedade.
  • A vantagem das fusões/aquisições é a possibilidade de reduzir ou eliminar os riscos tecnológicos e de mercado implícitos na diversificação.
  • Enquanto a diversificação pode ser explicada pelo excesso de recursos financeiros, as fusões e aquisições, instrumentos fundamentais do processo de diversificação, são respostas a problemas de escassez de recursos técnico-produtivos.
  • Grande parte das fusões e aquisições é motivada pelas possibilidades de acessar recursos complementares entre as empresas. Assim, assume importância o acesso a ativos e competências complementares nos movimentos de fusão/aquisição, através da viabilização de processos de “fertilização cruzada” entre as competências dos agentes.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s