As Civilizações Asiáticas e o Colonialismo Europeu

Resumo do capítulo 1 – As Civilizações Asiáticas e o Colonialismo Europeu – Relações Internacionais da Ásia – Prof. Paulo Fagundes Visentini

As Matrizes Civilizacionais: China e Índia

  • Os quatro maiores Estados da Ásia oriental e meridional são a China, a Índia, o Japão e a Indonésia, considerando extensão territorial, população e PIB.
  • Há 2 matrizes civilizacionais: a sino-confuciana e a hindu.

A Civilização Chinesa

  • civilização milenar;
  • hidráulica:  Rio Amarelo (Huang) e obras para conter as cheias;
  • centralização político-administrativa;
  • continuidade histórica;
  • homogeneidade étnica;
  • sincretismo religioso: absorveu e “sinizou” as religiões que penetravam no país;
  • traços laicos;
  • confucionismo: conjunto de normas de comportamento social que considerava legítimo revoltar-se contra o poder constituído, quando este não trabalhasse pelo bem da sociedade.
  • mandarinato: burocracia profissional, recrutada através de exames em toda a China, contrabalançavam o poder local da nobreza;
  • não necessitava de expansão territorial, pois concentrava a população nas planícies fluviais e era autossuficiente em alimentos;
  • sistema tributário: permitia a integração com os povos bárbaros – manchus, mongois, tibetanos etc -, os quais não eram explorados, mas se associavam ao Estado chinês, pagando um tributo muitas vezes simbólico, porém que reconhecia a autoridade do Imperador.
  • política de casamentos entre nobres/príncipes chineses com os mesmos das regiões vizinhas, a fim de manter a estabilidade política do Império.

A Civilização Hindu

  • hidráulica: Rio Indo e Ganges;
  • diversidade étnica, cultural e religiosa, decorrente de invasões;
  • cada nova conquista/migração criava uma nova casta que se sobrepunha às existentes.
  • as castas e religiões criaram um sistema de subordinação dos camponeses;
  • imobilidade social;
  • atraso técnico-científico;
  • não possuíam centro geográfico e núcleo étnico únicos;
  • diversidade de idiomas.

O Colonialismo e a Subordinação da Ásia

As Rivalidades Europeias, o Colonialismo e os Impérios Mundiais
  • Até 1860 apenas duas das grandes potências tinham status de impérios mundiais: Rússia (com um império continental eurasiano) e Grã-Bretanha (com grandes possessões além-mar).
  • Não havia até 1870 grande interesse em obter novas colônias, pois estas não tinham muita utilidade naquele momento no processo de expansão do capitalismo industrial.
  • Na Ásia havia o domínio de alguns portos de finalidade estratégica e comercial, que já haviam sido conquistados na época do mercantilismo.
  • A Inglaterra dominava indiretamente, através da dependência informal e da inserção de suas colônias na esfera comercial pela via do livre-cambismo.
  • As disputas pelo controle absoluto de territórios africanos e asiáticos só aconteceria no final do século XIX, levando às chamadas guerras coloniais.
  • Os europeus tinham superioridade bélica, porém, como se tratavam de diferentes populações, com línguas distintas e formas de combate muitas vezes desconhecidas, as iniciativas expansionistas não obtiveram sucesso imediato.
  • Foram utilizadas técnicas como a cooptação de líderes locais e o uso de forças auxiliares, além da diplomacia dos Estados orientais, que, embora algumas vezes tenha garantido a independência com relação aos colonizadores, em outras acabou promovendo acordos com os Estados europeus.
  • Os Estados orientais estavam debilitados militarmente frente aos europeus, pois muitos desses, que acabaram sendo colonizados, passavam por atraso econômico e técnico. Muitos, ainda, eram completamente isolados, o que dificultava a diplomacia com os europeus e acabava facilitando a conquista, quando em posição desfavorável.

A Questão do Oriente e do Extremo-Oriente

  • O declínio do Império Otomano levou a uma disputa entre as principais potências (Rússia, UK, França e Áustria) pelos estreitos de Bósforo e Dardanelos e dos Bálcãs.
  • A Rússia tinha “complexo de cerco”, queria acesso a mares quentes, pois só tinha dominava mares fechados ou gelados, o que justifica seu empenho em deter os estreitos que hoje pertencem à Turquia.

Estreitos de Bósforo (entre o Mar Negro e o Mar de Mármara) e Dardanelos (entre Mármara e o Mar Egeu)

  • Com a formação do Egito autônomo (1808), comandado por Mohamed Ali, general albanês do exército turco, que havia derrotado Napoleão, houve uma tentativa de modernizar o país, através de políticas desenvolvimentistas e um grande exército. Isso, porém, ameaçava o sultão turco, levando à Segunda Guerra Turco-Egípcia (1839-41). Com o apoio da Grã-Bretanha, Áustria e outros Estados europeus, o sultão acaba derrotando Ali, que continuou governando o Egito, porém de acordo com os interesses anglo-franceses. Em troca do apoio inglês, o sultão turco fecha o estreito de Dardanelos para a Rússia.
  • Os interesses britânicos, ao se envolverem na guerra Turco-Egípcia, eram barrar as pretensões dos russos, principalmente quando estes se aproximavam do Império Otomano. Os ingleses precisavam garantir o controle das rotas terrestres e marítimas em direção à Índia e, por isso, a região em questão era estratégica e estava sendo “ameaçada” pelos russos.
  • Nesse cenário pós-conflitos armados, a Grã-Bretanha voltou a preocupar-se com a Índia, conquistando-a definitivamente e formando um exército anglo-indiano, através do qual poderia exercer influência na região sobre os países circundantes. A Rússia, por sua vez, expandiu-se para o leste, sobre a Pérsia e regiões de atrito com os ingleses, na Ásia central, além de avançar sobre as bordas da China: Mongólia, Turquestão e Manchúria. Mais tarde, os russos também avançariam sobre a península coreana, chocando-se com o imperialismo japonês.
  • Relações sino-russas: até 1860 não havia nenhum comércio marítimo entre os países; os russos tinham dificuldades de chegar, por via terrestre, até importantes cidades chinesas, enquanto que a Grã-Bretanha já havia tomado espaço gradativamente, conseguindo até a abertura dos portos chineses. A Rússia assinou acordos comerciais com a China, visando a atuar no noroeste chinês, onde não precisaria enfrentar a concorrência inglesa.
  • Relações russo-nipônicas: o Império Russo tinha necessidade de estabelecer relações comerciais com o Japão para abastecer suas possessões no Extremo Oriente (Ilhas Kurilas, Alasca, etc), porém, a medida que os russos avançaram sobre a península coreana, os japoneses sentiram-se ameaçados, não estabeleceram nenhum contato e continuaram isolados.

As Potências Coloniais e o Controle da Ásia Meridional

  • A conquista da Índia, pelos britânicos, foi feita gradativamente, muito graças à atuação da Cia das Índias Orientais, já na época mercantil. O país se tornou monopólio do império colonial inglês, pela sua vastidão e grande população. A conquista definitiva, apesar da superioridade militar britânica, dar-se-ia através de progressivas guerras e negociações diplomáticas. Facilitou o fator desintegrador indiano, que permitiu que os ingleses se aliassem a senhores feudais locais.
  • Os ingleses aproveitaram a fragmentação política da Índia para intervirem nas divergências entre príncipes indianos e também  nas lutas entre marajás e rajás, por diferenças de classe, nações e religiões.
  • Estratégias usadas pelos britânicos na conquista da Índia: procuravam saquear os tesouros dos príncipes indianos, que eram sempre guardados sob a forma de ouro, prata e pedras preciosas; e, também, estabeleciam tratados subsidiários com os príncipes, em que agentes diplomáticos ingleses acabavam ocupando cargos de conselheiros desses príncipes, conselheiros estes que na prática atuavam como informantes da coroa britânica. O idioma diplomático era o persa.
  • Tratados subsidiários: restringiam a autonomia do príncipe, na medida em que suas decisões (declarar guerra, estabelecer a paz, envio de tropas etc) deveriam ser submetidas aos ingleses, cabendo à realeza indiana e ao clero apenas manter a ordem e controlar as massas.
  • Os ingleses, em sua conquista sistemática da Índia, esbarravam em certas resistências, como o caso do reino de Maisur, relativamente unido e centralizado, que reivindicava sua independência e queria dominar o sul indiano. Esse reino, que possuía um exército forte, graças à produção de ferro na região, acabou por aliar-se com a França. Logo o britânicos realizaram alianças com os príncipes com os quais mantinham tratados e que temiam o poder de Maisur e derrotaram o príncipe rebelde. A partir daí, a Cia das Índias Orientais passou a anexar as regiões onde exercia grande influência.
  • O sistema de tratados subsidiários e as alianças com os marajás permitiram que a Inglaterra dominasse a Índia por um longo período. Em 1849, controlavam 2/3 do território e 3/4 da população, sendo que os demais principados estavam de alguma forma submetidos, através de tratados, à Companhia.
  • A Índia torna-se um negócio para os britânicos, na medida em que a Inglaterra expande seu capitalismo industrial, e os interesses sobre a colônia transcendem a Companhia das Índias Orientais, passando a ser interesses de todos os capitalistas ingleses.
  • A Grã-Bretanha avança para o sudeste asiático, anexando a Birmânia (1866) e a Malásia (1874), o que permitiu o controle da passagem do Índico para o Pacífico, através do porto de Cingapura.
  • A França conquista a Indochina (1862), a Cochinchina e o Camboja (1863) e o Vietnã e o Laos (1893).
  • A Tailândia mantém sua independência, atuando como Estado-tampão entre os impérios franceses e ingleses.
  • A Holanda conquista a Indonésia, a partir de antigos enclaves mercantilistas no arquipélago.

O Império Chinês e os Tratados Desiguais

  • Grã-Bretanha, França, EUA e outras potências capitalistas aspiravam a converter a China em espaço de expansão colonial, na primeira metade do séc. XIX.
  • Séc. XVII-XVIII: China era um poderoso império feudal que mantinha como vassalos países vizinhos (Coreia, Mongólia, Turquestão Oriental, Tibete, Birmânia e Vietnã) e garantia proteção e estabilidade através da política de casamentos e tributos com seus Estados-vassalos. O único contato com o ocidente se dava através dos portos do sul, através de um funcionário chinês que negociava com um seleto grupo de mercadores estrangeiros.
  • A política de isolamento chinesa, ao mesmo tempo que garantia independência econômica em relação ao Ocidente, também contribuía para fragilizar o Império, porque a China estava estagnada e atrasada (econômica e militarmente) em relação aos países capitalistas industriais.
  • Os primeiros a penetrarem na China foram os britânicos (em virtude dos seus estabelecimentos na Índia), inicialmente comerciando alguns produtos com Cantão.
  • A partir de 1820, inicia o contrabando de ópio, partindo da Índia para a China e rendendo altos lucros para Cia das Índias Orientais, que controlava o cultivo e o tráfico.
  • Após a crise de 1836, os capitalistas britânicos passam a pressionar pela abertura do mercado chinês, sob o argumento de incorporar o país à civilização e ao comércio internacional. Na prática, os ingleses queriam apropriar-se do território chinês e subordiná-los econômica e politicamente.
  • O uso indiscriminado do ópio pelos chineses trouxe consequências drásticas para a população da época, comprometendo a saúde da sociedade chinesa, afetando os costumes, enfraquecendo as forças militares e até mesmo arruinando as atividades econômicas: exatamente o que a Grã-Bretanha queria.
  • Primeira Guerra do Ópio (1839-42): o governo chinês confiscou e destruiu em Cantão um carregamento de ópio, provocando a reação britânica, desencadeando a guerra. A Inglaterra vence, graças à sua superioridade bélica.
  • Tratado de Nanquim (1842): China cedeu Hong Kong à Grã-Bretanha, pagou uma indenização de 21 milhões de iuanes e abriu 5 portos para o comércio britânico, como reparação de guerra.
  • 1843: China assinou com a Inglaterra um acordo através do qual concedia aos ingleses o direito de nação mais favorecida e os privilégios de extraterritorialidade.
  • 1844: EUA e França também assinam tratados desiguais com a China, que temia uma coalização de potências ocidentais para colonizar o país.
  • Os Estados Unidos tinham o objetivo de comercializar tecidos de algodão no mercado chinês e japonês, baseados na política do “open door”. A tentativa de assinar tratados desiguais com o Japão e a Coreia foi interrompida em razão da guerra contra o México, sendo retomada em 1850.
  • A França também conquistou o direito de nação mais favorecida, pelos tratados assinados com a China, além de ter obtido permissão para que missionários cristãos construíssem templos e professassem sua fé nos portos chineses abertos.
  • 1850-60: China enfrenta protestos internos – revolta camponesa dos Taiping, que contavam com o apoio de comerciantes ingleses e americanos.
  • 1872: Japão anexa as ilhas Ryukyu.
  • 1894-95: China perde, em guerra contra o Japão, a Ilha de Formosa (Taiwan) e a Coreia, para os japoneses.
  • O império chinês enfraquecia-se cada vez mais, através de rebeliões internas, as quais eram sucessivamente apoiadas pelas potências ocidentais, que, em troca, sempre exigiam mais concessões comerciais e territorialidade, fragmentando cada vez mais o país e o próprio poder imperial.

A Revolução Meiji e a Industrialização Japonesa

  • 1853: uma esquadra americana tenta forçar a abertura do Japão, até então isolado do mundo ocidental. A partir daí as elites japonesas organizaram-se para impedir que o país fosse colonizado, como havia acontecido com a China.
  • 1868: Restauração Meiji – revolução modernizadora, semelhante ao que ocorreu na Prússia, industrializando o país.
  • O sucesso da Revolução Meiji deveu-se às elites locais e ao menor interesse dos colonizadores pelo Japão, que preferiam a China, pela maior disponibilidade de recursos naturais e maior mercado consumidor.
  • Surgiram dois grupos entre os dirigentes japoneses:
  1. Favoráveis à abertura ao exterior;
  2. Favoráveis ao isolacionismo: nacionalistas e xenófobos, responsabilizaram o shogun pela entrada dos ocidentais no Japão e trataram de eliminar o xogunato, em 1868.
  • 1886-1873: reformas para abolir o sistema feudal japonês:
  1. Nova hierarquia social: nobreza (aristocratas e antigos senhores feudais); samurais (guerreiros de categoria superior); guerreiros de categoria inferior; povo.
  2. Autorização do casamento entre classes.
  3. Instituição do serviço militar obrigatório.
  4. Reforma agrária: promovida pelos próprios senhores feudais, converteram suas terras em títulos e os camponeses foram autorizados a adquirirem terras, pagando impostos ao governo. Isso permitiu acumulação primitiva de K para a indústria.
  5. Criação da indústria com técnicas ocidentais, mas mantendo a identidade cultural do povo japonês.
  6. Reforma do sistema financeiro: instituição do iene (1871) e criação do banco do Japão (1882).
  7. Reforma educacional: estudantes foram enviados ao exterior para aprimorarem-se das novas técnicas industriais.
  • Em poucas décadas o Japão desenvolveu-se assustadoramente, evitando sua colonização pelo Ocidente e tornando-se competidor das potências ocidentais no Leste Asiático.
  • O Japão, também, após a Restauração Meiji, tornou-se uma potência militar, o que logo seria comprovado através das guerras travadas com a China e com a Rússia, das quais os japoneses sairiam vitoriosos.

A Reação: o Império Japonês e a Revolução Chinesa

  • A presença europeia na Ásia durante o Mercantilismo foi periférica, através de entrepostos para coleta de especiarias. Esse cenário mudou na metade do século XIX, quando a Inglaterra passa a colonizar a Índia e, através desse território, avançou sobre a China.
  • Os ingleses constituíram um vasto império mundial: Malásia, arquipélagos na Oceania (incluindo Austrália e Nova Zelândia), áreas de influência na China e a própria Índia.
  • Os franceses dominaram a Indochina e ilhas do Pacífico.
  • Os holandeses estabeleceram domínios na Indonésia.
  • Os americanos dominaram as Filipinas (antes de possessão espanhola) e ilhas estratégicas no Pacífico.
  • Os russos implantaram áreas de influência no norte da China e na Coreia.
  • Os japoneses, ao se tornarem potência imperialista, dominaram a Coreia e arquipélagos russos e chineses, incluindo Taiwan (antes chinês).
  • Os alemães conquistaram o porto de Tsingtao (China), parte da Nova Guiné e arquipélagos na Oceania.
  • A China, a Mongólia exterior e o Sião (atual Tailândia) escaparam de um domínio colonial direto, mas foram submetidos a áreas de influência e exploração econômica.
  • Após a I Guerra Mundial o Japão se tornou uma potência naval no Pacífico, entrando em choque com os interesses americanos. Os EUA pressionaram o Japão para que abandonasse a Sibéria soviética e assinasse os Acordos de Washington (1922), que fixava um limite para marinhas de guerra no Pacífico, tentando conter o avanço japonês.
  • A China proclamou a República em 1911, dividindo o país entre os senhores da guerra que lutavam entre si (com apoio das potências imperialistas) e provocando a eclosão de movimentos contestadores, como os de maio de 1919.
  • Os bolcheviques aumentaram a sua esfera de influência, após o Congresso dos Povos do Oriente (1923), estabelecendo contato direto com o movimento revolucionário chinês. Os soviéticos apoiavam o governo de Sun Yat-Sen, sediado em Cantão e, para isso, treinaram exércitos chineses do Kuomitang (Partido Nacional chinês) e pressionaram o PCC (Partido Comunista Chinês) a apoiar os nacionalistas, sob o discurso da Internacional Comunista.
  • 1925: morre Yat-Sen e Chang Kai-Chek assume o Kuomitang, reunificando toda a China, através da derrota de adversários.
  • 1927: Chang Kai-Chek massacra os comunistas de Cantão, com o apoio das elites financeira e feudal e das potências ocidentais.
  • Após o desastre da aliança com o Kuomitang, o PCC adotou uma nova estratégia: levou a luta revolucionária para o campo, criou sovietes no sul da China e contou com forte aderência do campesinato. Líderes: Mao Tsé-Tung e Chu Teh.
  • O Japão foi duramente atingido pela Crise de 1929 e o consequente protecionismo das potências ocidentais, o que gerou tensões internas e investidas militares radicais.
  • Plano Tanaka (1927): em virtude dos problemas econômicos por que passava o Japão, em 1931, os militares japoneses decidem por em prática o plano, que consistia em invadir o norte da China, a Sibéria e colônias europeias do sudeste asiático.
  • 1931: Japão invade a Manchúria.
  • 1933: Japão invade o Jehol.
  • Em ambas as regiões, os japoneses instalam o Manchukuo, uma monarquia atrelada ao Japão.
  • Chang Kai-Chek não reagiu à invasão japonesa, pois estava focado em conter os comunistas do PCC.
  • 1936: o Kuomitang e o PCC fazem uma trégua e unem-se contra os japoneses, promovendo boicote a qualquer produto oriundo do Japão.

A Grande Guerra da Ásia-Pacífico

  • 1937: Japão invade o restante da China, conquistando o litoral do país e parte do curso dos rios Huang Ho e Yan Tsé-Kiang (região economicamente desenvolvida, que abrigava as cidades importantes e rede de transportes).
  • As divergências entre o PCC e o Kuomitang diminuíram e passaram a constituir uma frente contra os japoneses.  Os EUA auxiliaram a China com equipamentos e pilotos. Nas áreas ocupadas, ocorreram guerrilhas lideradas pelos comunistas.
  • 1938: Japão ataca a URSS, próximo à fronteira com a Coreia, sendo derrotados pelo Exército Vermelho.
  • 1939: Japão invade a Mongólia (aliada da URSS) e novamente são derrotados pelas tropas soviético-mongois. Invadem então o sul da China, em direção à Indochina francesa, aliando-se com a Tailândia.
  • 1940: com a ajuda dos tailandeses, os japoneses invadem a Indochina. O governo de Vichy, temendo uma presença britânica na região, alia-se a eles. Isso permitiu ao Japão instalar bases militares naquele território, que serviria como acesso a colônias europeias. Ainda, compartilhou a exploração econômica da Indochina com os tailandeses.
  • 1941: grupo militarista assume o governo do Japão, conduzindo a guerra a um enfrentamento direto com os EUA, através do ataque de Pearl Harbor, a tomada de arquipélagos no Pacífico e o avanço sobre o sudeste asiático, chegando à fronteira Birmânia-Índia.
  • Os EUA passam a bombardear o Japão, obrigando os japoneses a transferirem suas indústrias e tropas para a Manchúria. A URSS, de acordo com a Conferência de Yalta (1945), deveria avançar sobre o Japão, através do nordeste da China, mas com o lançamento das duas bombas atômicas sobre o Japão, isso não foi necessário.
  • A China acaba entrando na ONU, como membro permanente do Conselho de Segurança, e o Japão ficaria sob a ocupação americana de Douglas McArthur.

 

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