Natureza Social da Produção de Mercadorias para Marx

HUNT, E. K. História do Pensamento Econômico. Rio de Janeiro: Campus, 1981.

Os produtos do trabalho humano só se convertiam em mercadorias quando o objetivo primeiro era trocá-lo por dinheiro no mercado, ou seja, a produção de mercadorias era baseada na busca pelo valor de troca.

Marx elencou três pré-requisitos para que uma sociedade fosse totalmente movida pelo valor de troca (sociedade produtora de mercadorias):

  1. Alto grau de especialização;
  2. Total separação do valor de uso do valor de troca (exigência da especialização);
  3. Mercado amplo e bem desenvolvido com o uso da moeda como equivalente de valor universal (para mediar as trocas).

Havia uma relação social definida e indispensável entre os produtores, mas cada um produzia suas mercadorias individualmente e as vendia no mercado. A partir da renda obtida com esta venda, ele comprava os produtos de que necessitava. Assim, as relações sociais entre produtores pareciam, para cada produtor, relações entre ele e o mercado.

O valor de uso produzido pelo trabalho útil não poderia ser consumido e usado sem o funcionamento das trocas no mercado, em uma sociedade produtora de mercadorias, mas somente o trabalho útil produzia valor de uso. Os economistas burgueses, pelo contrário, achavam que a utilidade (valor de uso) era gerada exclusivamente das trocas. Para Marx, portanto, o trabalho útil é que gerava utilidade e a troca era apenas um pré-requisito necessário para o funcionamento de uma sociedade que produzia mercadorias.

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