O Fluxo de Renda na Economia de Trabalho Assalariado

Ficha de estudos sobre o capítulo XXVI do livro “Formação Econômica do Brasil” de Celso Furtado – Formação Econômica do Brasil – Prof. Flávio Migovsky

  • aumento da importância do trabalho assalariado com a abolição da escravatura e do contexto de reintegração do Brasil no comércio mundial principalmente através do café.
  • A renda bruta da unidade produtiva é a que vai cobrir a depreciação do capital real utilizado no processo produtivo e remunerar a totalidade dos fatores utilizados (no caso, do café) pelo mercado externo.
  • Há dois tipos de rendas: a renda dos assalariados e a renda dos proprietários. Os assalariados transformam quase toda a sua renda em consumo, enquanto que os proprietários utilizam uma parte para consumo, mas grande parte em investimentos a fim de ampliar sua renda.
  • A soma das duas rendas é muito maior do que a renda monetária gerada pela atividade exportadora.
  • Se considerarmos a participação de um impulso externo, o fluxo econômico vai se propagar no sentido de aumentar o consumo, logo, a produção (aumento da produtividade – efeito secundário) para atender a esse consumo (pois há mão-de-obra e terras disponíveis para isso) e, assim, ocorrerá uma maior utilização dos fatores de produção no país. Há, por fim, um crescimento do mercado interno independente do mercado produtor-exportador.
  • A mão-de-obra disponível (de recrutamento interno, oriunda do declínio de atividades no NE e da libertação dos escravos ou, ainda, da falência de algum sistema de subsistência em certa região do país) permitiu que a produção de café se expandisse mesmo oferecendo salários altos.
  • A economia cafeeira teve um crescimento extensivo, pois com o impulso externo, o preço internacional do café subiu. Isso significa, para os cafeicultores, maiores lucros, logo, expansão das lavouras, logo, maior recrutamento de mão-de-obra (resolvida com o aumento populacional verificado no período), logo, elevação dos salários monetários.
  • Caso os salários subissem com o aumento dos preços das exportações, haveria um desequilíbrio entre os salários do setor exportador (mais altos) e o do setor de subsistência (mais baixo).

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