Nível de Renda e Ritmo de Crescimento na Segunda Metade do Século XIX

Ficha de estudos sobre o capítulo XXV do livro “Formação Econômica do Brasil” de Celso Furtado – Formação Econômica do Brasil – Prof. Flávio Migovsky

  • Percebe-se um maior dinamismo da economia brasileira a partir da segunda metade do século XIX, marcado principalmente pelo aumento relativo das exportações e , consequentemente, da renda real da população. Esse crescimento, no entanto, foi desigual nas diferentes regiões do país.
  • A economia do Brasil estava dividida em 3 setores:
  1. Região do Açúcar e do Algodão + Zonas de subsistência a ela ligadas: compreende 8 Estados do NE, excluindo-se a Bahia; região com grande população; havia aí 2 sistemas: o litorâneo (exportador) e o mediterrâneo (subsistência); houve um declínio na renda per capita de um dos sistemas, não sendo possível mensurar o seu declínio ou em qual deles ocorreu.
  2. Economia de Subsistência do Sul do País: expandiu-se internamente com o crescimento do setor exportador, pois passou a abastecer as necessidades internas da região Central principalmente. Paraná: exportação da erva-mate (mais no litoral) junto a um crescimento urbano no Estado e, também, o desenvolvimento das agriculturas de subsistência aliadas à produção de mate no interior com população de imigrantes europeus. Rio Grande do Sul: incremento nas atividades do setor pecuário com exportações para o mercado interno e externo do país (charque principalmente) além da especialização para o mercado brasileiro (vinho, banha de porco, etc). Neste setor da economia se verificou o maior crescimento demográfico do período: 3% a.a. Logo, pode-se inferir que a renda per capita na região elevou-se.
  3. Zona Cafeeira: ES, RJ, SP, MG principalmente; taxa de crescimento vegetativo de 2,2% (menor que o Sul e maior que o NE); as regiões de mais alta produtividade eram São Paulo e Espírito Santo, com C.V. de 2,6%, significando que estava funcionando como zona de atração populacional; a renda real per capita era alta neste setor, pois não era inferior à renda das exportações.
  • Outras regiões de relevância:  1) Amazônia: observou um crescimento significativo de 15% nas exportações no final do século XIX (maior que o do café). 2) Bahia: ciclo do cacau para exportação, aliado ao revigoramento da produção de fumo para o mercado externo. No montante dos dois produtos, verifica-se que houve um contrabalanceamento das atividades no sentido de não ter havido um crescimento significativo da renda per capita nem tampouco um declínio desta – manteve-se constante.
  • O país crescia em fins do século XIX a uma taxa de crescimento de 3,5% ao ano , com uma renda per capita de aproximadamente US$ 106 que, caso tivesse sido mantida, estaria no século XX equiparada a dos países da Europa Ocidental.

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