Gestação da Economia Cafeeira

Ficha de estudos sobre o capítulo XX do livro “Formação Econômica do Brasil” de Celso Furtado – Formação Econômica do Brasil – Prof. Flávio Migovsky

  • Vantagem comparativa do Brasil no século XIX: abundância de terras. Isso propiciou o desenvolvimento da cultura do café como produto de exportação nacional, pois mesmo que os preços no mercado externo estivessem altos, a disponibilidade de terras permitia que os primeiros produtores seguissem investindo no ramo.
  • O café veio como uma solução para que a economia brasileira ingressasse novamente no comércio internacional.
  • Formação de uma nova classe dirigente: eram empresários comerciais locais, acostumados a atividades oriundas da mineração, conscientes do processo que desejavam iniciar com o café. Essa nova classe encarregou-se de adquirir terras para a produção, recrutar mão-de-obra, organizar e direcionar a produção, cuidou do transporte interno (proximidade dos portos), da comercialização portuária, dos contatos oficiais e até interferiu na política financeira e econômica.
  • A nova classe dirigiente – os cafeicultores exportadores – tinha consciência da importância política da sua atividade econômica para o país, diferentemente dos senhores de engenho, do ciclo da cana, submetidos aos interesses de Portugal e Holanda e que não tinham muita noção do processo econômico que integravam.
  • Nas décadas de 30 e 40 do século XIX, começou uma produção de café voltada especificamente para a exportação do produto. Diz-se, portanto, que esta é a fase de gestação da economia cafeeira.
  • Inicialmente o café foi cultivado nas montanhas próximas ao Rio de Janeiro e não prescindia de elevados capitais, pois o cafezal é uma cultura permanente e a infra-estrutura necessária para colheita, secagem e armazenamento era simples e de fabricação própria de cada produtor.
  • Com o declínio da mineração, havia uma disponibilidade de capital (oriunda das atividades desenvolvidas após a vinda da Corte para o Brasil na região do Sul de MG até o RJ) e de mão-de-obra que foram suficientes para gerir o ciclo econômico do café.
  • Na segunda fase do café, rumo ao final do século XIX, a economia cafeeira já havia concluído sua gestação e agora possuía recursos disponíveis para auto-financiar a expansão seguinte.

Um pensamento sobre “Gestação da Economia Cafeeira

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