O Triunfo do Internacionalismo Conservador (1921-1929)

Ficha de estudos sobre o texto do livro “American Diplomacy in the Twentieth Century” de Robert Schulzinger – História das Relações Internacionais II – Prof. Paulo Gilberto Fagundes Vizentini

O Republicano Warren Harding assume o governo dos Estados Unidos da América em 1923 e, diferentemente do que propunha o seu antecessor Wroodow Wilson, mantém o país no escopo da economia política internacional, sem engajar-se nas relações internacionais – retorno ao um quase isolacionismo. Dessa forma, os EUA estão fora da Liga das Nações, criada com o final da Primeira Guerra Mundial a fim de manter a paz mundial e adotam agora o que se convém chamar de internacionalismo conservador.

  • Atos Roger (1924): amalgamou o serviço consular americano ao corpo diplomático,  estabelecendo um piso salarial para a classe com a criação do Serviço de Relações Exteriores dos Atos Roger.
  • Os EUA passam a competir em considerada igualdade com a Europa, na “era do automóvel”, pois entendiam que os europeus tinham as mesmas  condições de obtenção de matérias-primas através do colonialismo, especialmente borracha e petróleo.
  • O novo governo republicano tenta uma política de Open Door sobre o governo do Iraque, interessados que estavam em obter petróleo no país.  Conquistaram, assim, em 1928, através da Corporação para o Desenvolvimento do Oriente Próximo, a concessão de 23,75% da Companhia Turca de Petróleo no Iraque.
  • Os ingleses fizeram acordos com os iraquianos, transformando a Companhia Turca de Petróleo em Companhia Iraquiana de Petróleo, com maioria das ações sob o domínio britânico. Os interesses americanos foram, portanto, prejudicados.
  • Os EUA voltam seus olhos, então, para a Pérsia (Irã), com amplas reservas petrolíferas. Nomeiam, através de acordos com o Xá Reza Pahlevi, o americano Arthur Millspaugh para conselheiro econômico do Departamento de Estado. Escândalos relacionados a choques culturais e religiosos terminam com o assassinato do vice-consul americano, em 1924, e assim, põe por terra a tentativa de imperialismo no país. Só retornam em 1943.
  • O Secretário do Tesouro Andrew Mellon cria uma nova legislação para expandir os bancos norte-americanos sobre os mares. Ficam impossibilitados de contrair empréstimos com os EUA países já com dívidas com estes; para fins de armamentos; para países não-reconhecidos pelos EUA e para monopólios internacionais que mantivessem preços concorrenciais que prejudicassem os EUA.
  • Outra questão econômica internacional relevante nos anos 20 foi a dos débitos da Primeira Guerra, em especial, os da Alemanha. Esta deveria fazer os pagamentos em marcos de ouro, porém passou a emitir papel-moeda, o que gerou inflação no país. Diante disso, chegou a negar-se a pagar as dívidas e ato contínuo a França envia tropas para a região do Ruhr. Como solução, os EUA implantam o Plano Dawes (1923), para auxiliar a Alemanha na reerguimento da sua economia, através de empréstimos a juros baixos.
  • Na década de 20 verificou-se um aumento do interesse pelas Relações Internacionais nos Estados Unidos, principalmente com a criação da revista Foreign Affairs (1922) e a criação de cursos de relações internacionais em várias universidades. Esses centros de pesquisa passaram a reavaliar a diplomacia européia no que tange aos tratamentos para com a Alemanha e concluíram que os EUA não deveriam confiar em tais alianças.
  • 1921-1924: criação de leis restritivas quanto à imigração, determinando uma cota para cada nação. Essas leis foram aplicadas principalmente quanto à Itália fascista.
  • Balanceamento Naval:  como a Grã-Bretanha, França, Japão e Itália haviam sofrido muito com a guerra, não mais competiam entre si no sentido de aumentar frotas. Os EUA, por sua vez, diminuíram também os investimentos em armamentos na década de 20.
  • 1920: fim da aliança anglo-japonesa.
  • Conferência de Washington (1921-22): revela uma inclinação dos EUA para as relações internacionais, determinando padrões da balança naval, limitando o tamanho e o ritmo da construção de navios e estabelecendo cotas para as frotas. Foram assinados 3 acordos que marcaram o fim da conferência:
  1. Acordo das Cinco Potências: Estados, Grã-Bretanha, Japão, França e Itália, estabelecendo uma proporção da força naval para cada qual.
  2. Acordo entre EUA, Japão, França e Grã-Bretanha: no qual cada um deveria respeitar as possessões umas das outras no Pacífico.
  3. Acordo das Noves Potências: as potências com interesses no Extremo Oriente sancionam a integridade territorial da China.
  • 1927: Conferência Naval de Genebra, organizada pelo então presidente dos Estados Unidos, Coolidge, visando à expansão dos tratados navais. Foi um fracasso e os jornais europeus chamaram o presidente de despreparado.
  • 1930: Conferência Naval de Londres, organizada pelo presidente Hoover. Já dentro do contexto da Grande Depressão, todos os países presentes concordaram em reduzir suas frotas navais.

OS ESTADOS UNIDOS E A AMÉRICA LATINA

As medidas econômicas adotadas pelos Estados Unidos desde o final da Primeira Guerra Mundial, visavam a expulsar os Europeus do crescente mercado consumidor latino-americana para, assim, poderem ampliar suas exportações sobre este.

O governo norte-americano mantinha tropas no Haiti, República Dominicana e Nicarágua e controlavam o poder político em Cuba.

No México, os EUA intervinham militarmente, porém em 1928, com a nova constituição, o país passou a ter autonomia, apesar de conceder amplos privilégios às indústrias norte-americanas. Essa constituição perdurou até 1938, quando Cárdenas assume o poder e expropia as empresas  petrolíferas estadunidenses.

  • Conferência de Havana (1928): contestação dos países latino-americanos ao intenso intervencionismo norte-americano.

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