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		<item>
		<title>Integração Regional</title>
		<link>http://guilhermetissot.wordpress.com/2011/11/13/integracao-regional/</link>
		<comments>http://guilhermetissot.wordpress.com/2011/11/13/integracao-regional/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 13 Nov 2011 00:43:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>guilhermetissot</dc:creator>
				<category><![CDATA[Politics]]></category>

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		<description><![CDATA[Resumo do cap. 5 do livro Organizações Regionais, de Monica Herz &#38; Andrea Ribeiro Hoffmann  – Relações Internacionais Contemporâneas – Prof. José Miguel Quedi Martins Integração regional envolve: integração: processo ao longo do qual atores (governamentais, não-governamentais, nacionais, subnacionais, transnacionais) unificam-se em um determinado nível. região: definida por critérios econômicos, sócio-culturais, político-institucionais, climáticos etc; remete [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=guilhermetissot.wordpress.com&amp;blog=9139694&amp;post=577&amp;subd=guilhermetissot&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Resumo do cap. 5 do livro Organizações Regionais, de Monica Herz &amp; Andrea Ribeiro Hoffmann  – Relações Internacionais Contemporâneas – Prof. José Miguel Quedi Martins</p>
<ul>
<li>Integração regional envolve:</li>
</ul>
<div>
<ol>
<li style="text-align:justify;">integração: processo ao longo do qual atores (governamentais, não-governamentais, nacionais, subnacionais, transnacionais) unificam-se em um determinado nível.</li>
<li style="text-align:justify;">região: definida por critérios econômicos, sócio-culturais, político-institucionais, climáticos etc; remete imediatamente à localidade territorial em que o processo integracionista ocorre (geográfica).</li>
</ol>
</div>
<blockquote>
<div style="text-align:justify;">&#8220;<em>A integração regional é um processo dinâmico de intensificação e abrangência das relações entre atores, levando à criação de novas formas de governança político-institucionais de escopo regional.&#8221;  (HERZ &amp; HOFFMANN, 2004, p.168).</em></div>
</blockquote>
<div>
<ul>
<li style="text-align:justify;">A criação de uma organização de integração regional envolve a assinatura de um documento básico constituinte e a determinação de uma sede com secretariado permanente.</li>
<li style="text-align:justify;">Acordos de integração regional não necessitam estabelecer organizações regionais com sedes permanentes para administrar suas atividades.</li>
<li style="text-align:justify;">Regionalismo é um termo designado para definir o surgimento concomitante de acordos de integração econômica e organizações regionais funcionais, de segurança e de integração regional.</li>
<li style="text-align:justify;">Duas ondas de regionalismo:  1ª) pós-guerra: até a década de 1970; 2ª) pós-Guerra Fria.</li>
</ul>
<div style="text-align:center;"><strong>TIPOS DE INTEGRAÇÃO REGIONAL</strong></div>
<div>
<ul>
<li style="text-align:justify;"><strong>Área de Livre Comércio &#8211; ALC</strong> (<em>Free Trade Area</em>): tarifas comerciais entre membros são eliminadas, mas cada um pode possuir tarifas comerciais diferentes com países externos à área.</li>
<li style="text-align:justify;"><strong>União Aduaneira &#8211; UA</strong> (<em>Customs Union</em>): área de livre comércio com tarifa externa comum (TEC).</li>
<li style="text-align:justify;"><strong>Mercado Comum &#8211; MC</strong> (<em>Common Market</em>): além da TEC, promove também a harmonização da política comercial e livre circulação de serviços, capitais e pessoas.</li>
<li style="text-align:justify;"><strong>União Monetária &#8211; UM</strong> (<em>Monetary Union</em>): além do MC, há uma moeda comum e harmonização da política econômica, fiscal e monetária.</li>
</ul>
<div style="text-align:center;"><strong>ONDAS DE REGIONALISMO</strong></div>
</div>
<div>
<ul>
<li style="text-align:justify;"><strong>Primeira Onda de Regionalismo (1944-1970):</strong> em termos de segurança, foi influenciada pela estratégia americana de contenção do comunismo, com a criação da OTAN e da SEATO (Southeast Asia Treaty Organization); em termos econômicos, ficou conhecida como <span style="text-decoration:underline;">regionalismo fechado</span>, pois os países menos desenvolvidos, que não podiam competir com os mais industrializados, decidiram agrupar-se entre si para se tornarem mais competitivos no plano internacional (influência das ideias da CEPAL e UNCTAD).</li>
<li style="text-align:justify;"><strong>Segunda Onda de Regionalismo (1989-&#8230;)</strong>: conhecida como nova onda de regionalismo, marcada pela intensificação da globalização, levando a um <span style="text-decoration:underline;">regionalismo aberto</span>, visto como etapa intermediária à liberalização multilateral; em termos de segurança, as organizações regionais eram vistas como complementares aos esforços do nível multilateral (UNSC).</li>
</ul>
<div style="text-align:center;"><strong>INTEGRAÇÃO REGIONAL NA EUROPA: A UNIÃO EUROPEIA</strong></div>
</div>
<div style="text-align:justify;">
<ul>
<li>A ideia de integração do continente europeu remonta ao século XIX (Saint-Simon, Mazzini, Pierre Leroux, Frédéric Bastiat, Proudhon etc).</li>
<li>No final da I Guerra, através da Liga das Nações, as ideias integracionistas foram retomadas, mas interrompidas pelas divergências que levaram à II Guerra.</li>
<li>1944: criação da <strong>BENELUX</strong> (Bélgica, Países Baixos e Luxemburgo), que constituía uma UA.</li>
<li>1947: Plano Marshall incluía entre seus requisitos a cooperação entre os Estados europeus.</li>
<li>1948: criação da <strong>Organização para a Cooperação Econômica Europeia (OECE)</strong>, entre os países receptores da ajuda do Plano Marshall, para facilitar a cooperação entre eles.</li>
<li>1948: através do Tratado de Bruxelas, criou-se a União Ocidental (depois, <strong>União da Europa Ocidental &#8211; WEU</strong>), visando à cooperação econômica, social e cultural, além de um artigo de defesa coletiva. Membros: BENELUX + Reino Unido + França.</li>
<li><strong>Movimento Europeu</strong>: havia consenso sobre a institucionalização da integração regional, mas divergências quanto ao tipo de integração (intergovernamental, supranacional etc).</li>
<li>1949: criação do <strong>Conselho da Europa (CdE)</strong>, excluindo questões de defesa. Membros: BENELUX + Itália + Irlanda + Dinamarca + Noruega + Suécia. Sede: Estrasburgo, França.</li>
<li>1950: <strong>Plano Schuman</strong>, que previa a criação de um mercado comum setorial (para o carvão e o aço). Para a França, o Plano conciliava interesses nacionais (acesso francês aos recursos alemães da região do Ruhr) e europeus (era conciliador, pois resolvia a &#8220;Questão da Alemanha&#8221; e contribuía para a integração).</li>
<li>1951: criação da<strong> Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA)</strong>, graças à declaração de 9 de Maio de 1950, por Schuman. Membros: BENELUX + Alemanha Ocidental + França + Itália. Principal instituição: Alta Autoridade.</li>
<li>1952: tentativa de cooperação na área de segurança através do <strong>Plano Pleven</strong>, que previa a construção da <strong>Comunidade Europeia de Defesa (CED)</strong>, porém fracassou pela questão do rearmamento da Alemanha, sobre o qual a população francesa era contra. Ademais, o Reino Unido retirou-se das discussões por não estar interessado em cooperar na área de segurança e por ser contra o supranacionalismo.</li>
<li>1954: WU passa a ser WEU, composta por  países do BENELUX + Itália + França + Alemanha Ocidental + Reino Unido.</li>
<li>1956: aprofundamento do processo de integração, através dos Tratados de Roma, que previam a criação da <strong>Comunidade Econômica Europeia (CEE ou CE)</strong> e da <strong>Euratom</strong>, ambos assinados no ano seguinte.</li>
<li>Tanto a CEE quanto a Euratom seguiram instituições já utilizadas na CECA: Conselho de Ministros (intergovernamental) e Comissão (supranacional, substituíndo a Alta Autoridade).  No âmbito legislativo criou-se uma Assembleia e, no jurídico, a Corte Europeia de Justiça (CEJ), ambas válidas paras as 3 organizações.</li>
<li>Principal êxito da CEE: <strong>Política Agrícola Comum (PAC)</strong>, proposta francesa, com o objetivo de criar um mercado agrícola comum, baseado na garantia de preços através de subsídios concedidos pela Comunidade.</li>
<li>1961: De Gaulle apresenta o <strong>Plano Fouchet</strong>, propondo uma confederação intergovernamental, independente dos EUA, inclusive na área de defesa e segurança.</li>
<li>Divergências entre De Gaulle e Reino Unido com relação à CAP e ao projeto integracionista levaram primeiramente à França vetar a entrada do Reino Unido na CE e, além disso, abster-se das reuniões &#8211; <strong>Crise da Cadeira Vazia</strong> (1965).</li>
<li>1969: De Gaulle renuncia à presidência da França, dando lugar a George Pompidou.</li>
<li>1969: <strong>Plano Werner</strong> &#8211; projeto de integração monetária e apoio à expansão da CE.</li>
<li>1973: adesão da Dinamarca, Irlanda e Reino Unido.</li>
<li>1981: adesão da Grécia.</li>
<li>1986: adesão de Portugal e Espanha.</li>
<li>1986: <strong>Ato Único Europeu</strong> &#8211; diante da estagnação das negociações, em virtude da conjuntura desfavorável (fim do sistema Bretton Woods, desvalorização do dólar, crises do petróleo, recessão, desemprego na Europa), a CE estipulou metas para concluir o mercado comum até 1993.</li>
<li>1989: queda do Muro de Berlim.</li>
<li>1990: reunificação da Alemanha.</li>
<li>1991: dissolução da URSS.1992: assinatura do <strong>Tratado de Maastricht</strong>, que criaria a UE no ano seguinte. O tratado previa a criação de 3 pilares institucionais: <strong>1) comunitário</strong>: competências exclusivas (membros perderam capacidade de formular e implementar políticas nacionais) e competências não-exclusivas da Comunidade (membros ainda podem formular e implementar certas políticas); <strong>2) cooperação em política externa e segurança comum</strong>: intergovernamental; <strong>3) questões policiais/judiciais internas</strong> (imigração, asilo, política sobre drogas, terrorismo, etc).</li>
<li>1995: criação do <strong>Acordo Schengen</strong>, reconhecido pelo <strong>Tratado de Amsterdam (1997)</strong>, que significou uma zona de livre-circulação de pessoas entre os signatários. Integrantes (atualmente): Áustria, República Tcheca, Bélgica, Holanda, Estônia, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Islândia, Itália, Hungria, Látvia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Noruega, Polônia, Portugal, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Suécia e Suíça.</li>
</ul>
<p>Instituições da União Europeia (este parágrafo foi retirado do livro The European Union: How Does It Work?, de BOMBERG, Elizabeth et al., por eu não ter considerada clara ou suficientemente atual a definição da autora do texto em estudo)</p>
<ol>
<li><strong>COMISSÃO EUROPEIA:</strong>  híbrido entre executivo (Colégio de Comissários, ou Comissão executiva) e burocracia (Comissão administrativa); inicia políticas e representa o interesse geral da UE; age como guardiã dos tratados; garante a correta aplicação da legislação da UE; encarrega-se das negociações comerciais internacionais da UE e de acordos de cooperação; controla políticas de competição (tem poder de vetar fusões de empresas europeias, mesmo que com estrangeiras, por exemplo). A Comissão Executiva é composta por um presidente (nomeado pelos governos nacionais e aprovado pelo Parlamento europeu + 27 Comissários (indicados por cada país-membro da UE). Cada comissário possui um <strong>Gabinete</strong> (staff privado, composto de conselheiros) e é responsável por um ou mais <strong>Diretórios Gerais (DGs)</strong>, que seriam departamentos ligados ao portfolio ao qual o comissário pertence (agricultura, competição, meio ambiente etc). Os DGs equivalem ao que seriam Ministros no plano nacional. Problemas enfrentados: número escassos de funcionários para tamanha demanda e a questão das traduções de toda a documentação. Localização da Comissão Europeia: Bruxelas, Bélgica. <a href="http://guilhermetissot.files.wordpress.com/2011/11/photo_verybig_125672.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-583" title="EC in Brussels, Belgium" src="http://guilhermetissot.files.wordpress.com/2011/11/photo_verybig_125672.jpg?w=300&#038;h=199" alt="" width="300" height="199" /></a></li>
<li><strong>CONSELHO DA UE</strong> (Conselho de Ministros): corpo de tomada de decisões primárias da UE; representa os interesses dos governos nacionais que englobam a UE; sozinho ou com o Parlamento, decide quais legislações são adotadas e de forma, por isso se diz que compartilha a função Legislativa com o PE (Parlamento Europeu). O Conselho tem 9 configurações diferentes: Assuntos Gerais e Relações Externas; Assuntos Econômicos e Financeiros; Justiça e Assuntos Internos; Competitividade; Transportes, Telecomunicações e Energia; Agricultura e Pesca; Ambiente; Educação, Juventude e Cultura; Emprego, Políticas Sociais, Saúde e Consumidores.  Os trabalhos do Conselho são preparados por delegações nacionais que compõem o <strong>Coreper</strong> ( Comité des Représentants Permanents), espécie de embaixadas dos ministros de cada país em Bruxelas (há 27).  Os coreper&#8217;s também auxiliam os Ministros a tomarem as melhores decisões possíveis. O Conselho também dispõem de um <strong>Secretariado</strong> (cerca de 3 mil oficiais), que realiza funções tradicionais porém importantes para que os compromissos entre os membros sejam firmados. A presidência do Conselho dura 6 meses e é rotativa entre os Estados membros; o Presidente é o responsável por coordenar toda a política externa da UE. As decisões no Conselho são, em sua maioria, tomadas através do sistema QMV (Qualified Majority Voting), o que significa que países mais populosos tem maior peso nas votações. Assuntos delicados (considerados sensíveis à União), como questões fiscais, constitucionais etc exigem unanimidade para serem aprovados. Localização: Bruxelas, Bélgica (Edifício Justus Lipsius). <a href="http://guilhermetissot.files.wordpress.com/2011/11/consiglio.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-585" title="Council of the EU" src="http://guilhermetissot.files.wordpress.com/2011/11/consiglio.jpg?w=300&#038;h=199" alt="" width="300" height="199" /></a></li>
<li><strong>CONSELHO EUROPEU</strong> (dos Chefes de Estado e de Governo): foi criado em 1970 para realizar conversações informais entre os chefes de Estado/governo dos Estados membros. Atualmente, integra o complexo sistema do Conselho da UE, atuando em  situações que não puderam ser resolvidas pelo sistema normal. Reúne-se 4 vezes ao ano, nas chamadas cúpulas, que ocorriam até 2001 no país do Presidente vigente no Conselho e, agora, acontecem no edifício Justus Lipsius, na Bélgica.  Este conselho não emite decisões formais, apenas declarações, que precisam ser aprovadas por unanimidade.<a href="http://guilhermetissot.files.wordpress.com/2011/11/council.jpg"><br />
<img class="aligncenter size-medium wp-image-586" title="European Council" src="http://guilhermetissot.files.wordpress.com/2011/11/council.jpg?w=300&#038;h=205" alt="" width="300" height="205" /></a></li>
<li><strong>PARLAMENTO EUROPEU:</strong> é a única instituição da UE em que os componentes são eleitos diretamente pela população dos Estados membros; possui 785 membros eleitos a cada 5 anos nos 27 países integrantes da União; os parlamentares se organizam em grupos políticos (não em blocos nacionais), representando cerca de 200 partidos nacionais; os poderes do Parlamento são divididos em três linhas: fiscalizadora (de controle), legislativa e orçamentária. O PE exerce supervisão/controle sobre a Comissão e o Conselho, através do seu direito de questionar, examinar e debater os relatórios produzidos por aquelas instituições.  O seu poder sobre o Conselho é fraco, exceto em questões de aprovação de novos membros na UE, mas possui notável influência sobre a Comissão, pois é o Parlamento que aprova o candidato do Conselho para ser presidente da Comissão Europeia.  Os poderes legislativos do PE, desde Maastricht, compreendem 1) Procedimento de Consulta: a Comissão submete uma proposta ao Conselho, que é obrigado a consultar a opinião do Parlamento; 2) Procedimento de Cooperação: pode rejeitar determinada legislação, embora isso possa ser indeferido pelo Conselho (ocorre em assuntos econômicos e da união monetária); 3) Procedimento de Co-decisão: compartilha responsabilidade legal pela Legislação europeia com o Conselho de Ministros; 4) Procedimento de Consentimento:  usado para o PE aprovar a maioria das decisões relacionadas a tratados internacionais, alargamento da UE, etc. Localização: Estrasburgo (França) e Bruxelas (Bélgica). <a href="http://guilhermetissot.files.wordpress.com/2011/11/european-parliament.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-588" title="European-Parliament" src="http://guilhermetissot.files.wordpress.com/2011/11/european-parliament.jpg?w=300&#038;h=196" alt="" width="300" height="196" /></a></li>
<li><strong>CORTE EUROPEIA DE JUSTIÇA:</strong> composta por 27 juízes (um de cada Estado membro) + 8 Procuradores Gerais. O papel da CEJ é garantir que, na interpretação e aplicação dos tratados, a lei seja observada, além de constituir um árbitro final nas disputas entre as instituições da UE e entre instituições e Estados membros. É, ainda, responsável por garantir que as instituições não ultrapassem o poder a que elas foi designado. O direito comunitário desenvolvido pela CEJ contribuiu para o processo de integração, devido ao estabelecimento da<strong> doutrina do efeito direto</strong>, por exemplo, que garante a aplicação imediata  das leis criadas pela UE em territórios nacionais, o que, na prática, estabelece a supremacia do direito da UE sobre os nacionais. O relacionamento entre a Corte os três pilares da UE (Comissão, Conselho e Parlamento) se altera através e entre as instituições, por relações de poder, o que leva à conclusão de que o poder da CEJ é limitado. Localização: Luxemburgo. <a href="http://guilhermetissot.files.wordpress.com/2011/11/1674586821_73010b0355.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-589" title="European Court of Justice" src="http://guilhermetissot.files.wordpress.com/2011/11/1674586821_73010b0355.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a></li>
</ol>
</div>
</div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/guilhermetissot.wordpress.com/577/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/guilhermetissot.wordpress.com/577/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/guilhermetissot.wordpress.com/577/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/guilhermetissot.wordpress.com/577/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/guilhermetissot.wordpress.com/577/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/guilhermetissot.wordpress.com/577/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/guilhermetissot.wordpress.com/577/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/guilhermetissot.wordpress.com/577/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/guilhermetissot.wordpress.com/577/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/guilhermetissot.wordpress.com/577/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/guilhermetissot.wordpress.com/577/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/guilhermetissot.wordpress.com/577/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/guilhermetissot.wordpress.com/577/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/guilhermetissot.wordpress.com/577/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=guilhermetissot.wordpress.com&amp;blog=9139694&amp;post=577&amp;subd=guilhermetissot&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>A Geopolítica da Mudança Climática</title>
		<link>http://guilhermetissot.wordpress.com/2011/10/23/a-geopolitica-da-mudanca-climatica/</link>
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		<pubDate>Sun, 23 Oct 2011 03:17:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>guilhermetissot</dc:creator>
				<category><![CDATA[Politics]]></category>

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		<description><![CDATA[Resumo do capítulo 9 do livro A Política da Mudança Climática, de Anthony Giddens – Relações Internacionais Contemporâneas – Prof. José Miguel Quedi Martins RIs e as mudanças climáticas: 1) acordos internacionais para conter emissões; e, 2) implicações da alteração do clima para a geopolítica. Manifestações de mudanças climáticas têm levado a conflitos de interesses e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=guilhermetissot.wordpress.com&amp;blog=9139694&amp;post=561&amp;subd=guilhermetissot&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Resumo do capítulo 9 do livro <em>A Política da Mudança Climática</em>, de Anthony Giddens – Relações Internacionais Contemporâneas – Prof. José Miguel Quedi Martins</p>
<ul>
<li style="text-align:justify;">RIs e as mudanças climáticas: 1) acordos internacionais para conter emissões; e, 2) implicações da alteração do clima para a geopolítica.</li>
<li style="text-align:justify;">Manifestações de mudanças climáticas têm levado a conflitos de interesses e atritos internacionais. Exemplo: o derretimento do Ártico, agora disputado pela navegação.</li>
<li style="text-align:justify;">Questões ligadas às mudanças climáticas aliadas à disputa por energia podem comprometer a segurança internacional, especialmente quando Estados/grupos de Estados exploram essas alterações para seus próprios fins regionais. Exemplos:</li>
</ul>
<ol>
<li style="text-align:justify;">tentativa de preservação ou conquista de poder em lutas internas através de tensões induzidas pelas mudanças climáticas;</li>
<li style="text-align:justify;">atacar um país enfraquecido pelas consequências das alterações do clima;</li>
<li style="text-align:justify;">proliferação de conflitos armados, pela busca do controle de recursos naturais cada vez mais escassos e dos conflitos de subsistência (exemplo de Darfur).</li>
</ol>
<div>
<ul>
<li style="text-align:justify;"><span style="text-decoration:underline;">Darfur é considerada a primeira guerra da mudança climática</span>, pois o ressecamento do lago Chade gerou a migração que levou ao conflito.</li>
<li style="text-align:justify;"><span style="text-decoration:underline;">Estados Axiais:</span> nações que exercem influência significativa sobre toda uma região, como Brasil, México, África do Sul, Nigéria, Egito, Paquistão e Coreia do Sul. Quando estáveis, são apaziguadores; quando em dificuldades, afetam toda a área circundante a eles.</li>
<li style="text-align:justify;"><span style="text-decoration:underline;">Os EUA têm focado seu planejamento estratégico e militar na competição pelos recursos naturais</span> e, por isso, observam atentamente as incursões geopolíticas chinesa e russa nessa área. Essa estratégia está baseada em uma visão pessimista acerca da futura disponibilidade de recursos vitais.</li>
<li style="text-align:justify;">Dentro dessa estratégia, os EUA impulsionaram um <span style="text-decoration:underline;">retorno ao investimento no poderio naval</span>, pois 75% do petróleo é transportado por rotas marítimas.</li>
<li style="text-align:justify;"><span style="text-decoration:underline;">As bases militares americanas migraram para o Leste Europeu, centro da Europa, centro e SO da Ásia e algumas regiões da África</span>, locais estes onde se encontram 3/4 das reservas mundiais de petróleo e gás natural, além de quantias de urânio, cobre e cobalto.</li>
<li style="text-align:justify;">A China está envolvida no Sudão, na África Setentrional, Angola, Chade e Nigéria, fornecendo equipamentos militares para essas regiões.</li>
<li style="text-align:justify;">Rússia e China, através SCO (Shangai Cooperation Organisation), tem contrabalanceado a OTAN no centro e leste da Ásia, pois muitos dos membros dessa organização são regiões ricas em recursos naturais. Exemplo: Cazaquistão e demais &#8220;tãos&#8221;.</li>
</ul>
</div>
<div>Uma Comunidade Mundial Ilusória?</div>
<div>
<ul>
<li style="text-align:justify;"> O cenário pós-Guerra Fria revelou-se uma utopia, pois a crença em uma multipolaridade, onde haveria cooperação entre os países através do reforço das instituições internacionais está retrocedendo.</li>
<li style="text-align:justify;">O que se verifica é uma espécie de <span style="text-decoration:underline;">retorno a um tipo de nacionalismo autoritário</span>, protagonizado pela China e pela Rússia e seguido pelas nações ricas em petróleo.</li>
<li style="text-align:justify;"><span style="text-decoration:underline;">Uma ordem mundial baseada nas OIs e na colaboração entre os países não passa de um sonho</span>, para Robert Kagan, pois o que se verifica na prática são Estados nacionais fortes, nações que competem entre si, rivalidades entre as potências e disputas por recursos energéticos.</li>
<li style="text-align:justify;">Reemergiram os conflitos <span style="text-decoration:underline;">liberalismo x autocracia</span> e <span style="text-decoration:underline;">islamismo radical x democracia</span>.</li>
<li style="text-align:justify;">A União Europeia foi a líder nesse movimento de mudança de postura global, através da interdependência econômica e cooperação entre as nações. Chegou, inclusive, a reduzir gastos militares, crente no poder de seu projeto em detrimento do poder da força armada, que tanto assombrou a Europa em outras épocas.</li>
<li style="text-align:justify;">Por que o modelo implantado pela UE não poderia ser reproduzido em outras regiões?</li>
</ul>
<div>
<ol>
<li style="text-align:justify;">as associações criadas em diferentes partes do mundo (Nafta, Mercosul, ASEAN) mantiveram-se apenas como grupos soltos de comércio.</li>
<li style="text-align:justify;">a Rússia tratou de fechar acordos bilaterais e exercer forte influência sobre o Leste Europeu, jogando com a questão energética, o que tornou a UE suscetível.</li>
</ol>
<div>
<ul>
<li style="text-align:justify;">Extinção da comunidade internacional (Kagan): fracasso da ONU e demais OIs, motivado pela rivalidade entre autocracias e democracias aliada à disputa por energia.</li>
<li style="text-align:justify;">Solução: criação de um Concerto de Democracias, de caráter intervencionista, reunindo países democráticos (desenvolvidos e em desenvolvimento).</li>
<li style="text-align:justify;">Os países autocráticos (Rússia, China e outros) têm problemas de legitimidade; os democráticos, por sua vez, não poderão exercer influência apenas por seus valores e ideias.</li>
<li style="text-align:justify;">A análise de Kagan importa para os problemas de segurança energética e da mudança climática, pois as grandes potências que agem de maneira tradicional certamente entrarão em batalhas por recursos naturais, gerando conflitos. Esses conflitos poderão se acentuar, principalmente se envolverem países com potencial nuclear.</li>
<li style="text-align:justify;">A ONU poderia ser um árbitro para resolver esses conflitos, que, na verdade, ela deveria ajudar a evitar. Porém os países continuam acreditando na ONU, por falta de uma alternativa melhor.</li>
<li style="text-align:justify;">A comunidade internacional não é ilusória, pois atualmente há uma interdependência entre os países nunca antes vista e a ONU e demais organismos internacionais desempenham papel essencial na coordenação dessas relações.</li>
<li style="text-align:justify;">Analisando historicamente, a ONU obteve mais sucessos (ECO-92, intervenções humanitárias, gestão de conflitos) que fracassos (questão da Bósnia e Ruanda, por exemplo).</li>
<li style="text-align:justify;">Há um novo cenário atualmente, onde o próprio conceito de soberania se alterou e, por isso, as nações agem de uma forma diferente da do pós-guerra.</li>
<li style="text-align:justify;">Bush tentou reintroduzir o mundo esboçado por Kagan, onde o que importa é o poder e no qual os EUA preponderam esse exercício de poder, ignorando a ONU e demais OIs e também a mudança climática.</li>
<li style="text-align:justify;">O que se conclui é que os EUA, agindo como pretendia Bush (unilateralmente), não foi capaz de atingir seus objetivos: fracasso nas intervenções no Oriente Médio (mesmo com ajuda de aliados) e capacidade restrita de influenciar o mercado mundial.</li>
<li style="text-align:justify;">Kagan, porém, está certo ao considerar as rivalidades entre as nações que decorreriam de uma possível colaboração internacional para conter as mudanças climáticas.</li>
</ul>
</div>
</div>
</div>
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	</item>
		<item>
		<title>A Diplomacia Triangular de Nixon</title>
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		<comments>http://guilhermetissot.wordpress.com/2011/10/16/a-diplomacia-triangular-de-nixon/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 16 Oct 2011 12:29:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>guilhermetissot</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contemporary International Relations]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[Doutrina Brejnev]]></category>
		<category><![CDATA[Doutrina Nixon]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[Kissinger]]></category>
		<category><![CDATA[Nixon]]></category>
		<category><![CDATA[Triangulação]]></category>
		<category><![CDATA[URSS]]></category>

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		<description><![CDATA[Resumo do capítulo 28 do livro A Diplomacia das Grandes Potências, de Henry Kissinger – Relações Internacionais Contemporâneas – Prof. José Miguel Quedi Martins Cenário externo: os EUA declinavam sua hegemonia em virtude de fatores como a derrota no Vietnã, o crescimento econômico da Europa e do Japão (e a consequente concorrência) e o aumento da [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=guilhermetissot.wordpress.com&amp;blog=9139694&amp;post=549&amp;subd=guilhermetissot&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align:justify;">Resumo do capítulo 28 do livro <em>A Diplomacia das Grandes Potências</em>, de Henry Kissinger – Relações Internacionais Contemporâneas – Prof. José Miguel Quedi Martins</div>
<ul>
<li style="text-align:justify;">Cenário externo: os EUA declinavam sua hegemonia em virtude de fatores como a derrota no Vietnã, o crescimento econômico da Europa e do Japão (e a consequente concorrência) e o aumento da vantagem nuclear soviética. Além disso, a URSS havia rompido com a China.</li>
<li style="text-align:justify;">Cenário interno: sociedade frustrada, Nixon com dificuldade de organizar as forças governamentais e cooptar apoio.</li>
</ul>
<h4>Objetivos de Nixon</h4>
<div>
<ul>
<li style="text-align:justify;">agia de acordo com os<strong> interesses nacionais</strong> dos EUA, por acreditar que um equilíbrio emergiria do conflito de interesses rivais, os quais seriam defendidos pelas principais potências.</li>
</ul>
<blockquote>
<div style="text-align:justify;"><em>&#8220;Será um mundo muito mais seguro e melhor, se tivermos os EUA, a Europa, a URSS, a China e o Japão fortes e saudáveis, cada qual equilibrando o outro, não uns contra os outros, enfim, uma balança estável.&#8221;</em>  (NIXON, Time, 1972)</div>
</blockquote>
<div>
<ul>
<li style="text-align:justify;"><strong>idealismo wilsoniano</strong>, que levava os EUA a acreditar que tinham um compromisso com o resto do mundo de manter a paz (excepcionalismo americano), por isso a importância do internacionalismo e não um isolamento.</li>
</ul>
<blockquote>
<div style="text-align:justify;"><em>&#8220;Temos o destino de dar algo a mais ao mundo, além do simples exemplo que outras nações no passado foram capazes de dar&#8230;um exemplo de liderança e idealismo espirituais, que nenhuma força material ou poderio militar pode fornecer.&#8221;</em> (NIXON)</div>
</blockquote>
<h4>A Doutrina Nixon</h4>
</div>
<div>
<ul>
<li>lançada em 1969;</li>
<li>representou um meio termo entre a superextensão e o retraimento;</li>
<li>critérios:</li>
</ul>
<div>
<ol>
<li>EUA manteriam compromissos assumidos em tratados.</li>
<li>EUA fariam escudo, caso uma potência nuclear ameaçar uma nação aliada, ou de outra nação vital à segurança americana.</li>
<li>Em caso de agressão não-nuclear, os<span style="text-decoration:underline;"> EUA contariam com que a nação diretamente ameaçada assuma a responsabilidade de fornecer o efetivo militar para a defesa</span>.</li>
</ol>
<div>
<ul>
<li>tratava especialmente de áreas periféricas em termos de segurança, não cobertas por alianças formais.</li>
</ul>
<h4>As Correntes de Pensamento sobre Política Externa Predominantes na Época</h4>
</div>
<div>
<ol>
<li style="text-align:justify;"><strong>Escola Teológica:</strong> &#8220;pais&#8221; da política de contenção (Acheson, Dulles e outros); acreditavam que a principal tarefa da política externa americana era derrubar os soviéticos, sem preocupações com negociações, até que o Kremlin abandonasse sua ideologia.</li>
<li style="text-align:justify;"><strong>Escola Psiquiátrica:</strong> não acreditavam que os soviéticos fossem tão diferentes dos americanos (com facções internas); defendiam negociações com setores do Kremlin que aspiravam à paz;</li>
<li style="text-align:justify;"><strong>Novo Radicalismo:</strong> a partir de 1970; seu principal objetivo era &#8220;não fazer nada&#8221;, ou seja, acreditavam que os EUA não tinham o direito moral de opor-se ao comunismo e que essa oposição justamente fortalecia os soviéticos.  Não era necessário conter o comunismo, pois ele ruiria por si próprio, conforme se expandisse.</li>
<li style="text-align:justify;"><strong>Teoria da Convergência:</strong> defendiam que não valia a pena os EUA arriscar-se tanto nessa oposição ao comunismo, pois acreditavam que as duas sociedades iriam se tornar cada vez mais parecidas.</li>
</ol>
<div>O que Nixon escolheu? Nenhuma das correntes.</div>
</div>
<div>
<ul>
<li style="text-align:justify;">Foram publicados 4 relatórios presidenciais sobre política externa a partir de 1970.</li>
<li style="text-align:justify;">EUA se envolveriam com causas políticas + idealismo americano com base nos interesses nacionais + envolvimento permanente + acordos de interesses mútuos com a URSS.</li>
<li style="text-align:justify;">Relatório de 1971: &#8220;a ordem interna da União Soviética, como tal, não é objeto de nossa política (&#8230;) Nossas relações são determinadas por sua conduta internacional.&#8221;</li>
<li style="text-align:justify;">Nixon não abandonou totalmente a contenção, reagindo a quaisquer ameaças geopolíticas/estratégicas da URSS.</li>
<li style="text-align:justify;">A política externa era marcada por uma competição pacífica rumo à distensão → equilíbrio nuclear.</li>
<li style="text-align:justify;">O objetivo era resolver atritos, através da cooperação com a URSS em áreas que fossem possíveis: détente.</li>
<li style="text-align:justify;">A cooperação em uma área poderia levar ao avanço da cooperação em outra: linkage, mas contava com problemas como a questão do controle/redução de armas, só efetivado quando a Guerra Fria chegava ao fim.</li>
</ul>
</div>
<h4>Equilíbrio Nuclear</h4>
<div>
<ul>
<li style="text-align:justify;">Havia duas correntes de pensamento: 1) CONSERVADORES: diziam que não se pode confiar nos soviéticos, enxertando o controle de armas à teoria da contenção; 2) A FAVOR DA DISTENSÃO: favoráveis ao controle de armas.</li>
<li style="text-align:justify;">A solução de Nixon foi enviar uma carta em 1969 aos soviéticos explicando que não era possível haver cooperação em umas áreas e, ao mesmo tempo, competição em outras &#8211; <em>distensão seletiva</em>.</li>
<li style="text-align:justify;">1969: fracasso na tentativa de enviar o futuro secretário de Estado americano Vance a Moscou, para negociar sobre o Vietnã e a limitação de armas estratégicas.</li>
</ul>
<h4>A Triangulação</h4>
</div>
<div>
<ul>
<li style="text-align:justify;">A ligação com a URSS só começou a funcionar quando os EUA fizeram uma abertura para a China em 1969, anunciando uma série de medidas unilaterais:</li>
</ul>
<div>
<ol>
<li style="text-align:justify;">permissão para americanos viajarem para a República Popular da China;</li>
<li style="text-align:justify;">permissão para americanos adquirirem até US$ 100 de bens chineses;</li>
<li style="text-align:justify;">permissão de carregamentos limitados de cereais americanos para a China.</li>
<li style="text-align:justify;">anúncio, na Austrália, de que os EUA apoiariam a China nas questões asiáticas e do Pacífico, abrindo seus canais de comunicação aos chineses, caso eles abandonasse &#8220;sua visão de mundo&#8221;.</li>
</ol>
<div>
<ul>
<li style="text-align:justify;">Diante dos embates entre URSS e China em suas fronteiras (na Sibéria), resultado da tentativa de aplicação da Doutrina Brejnev, Nixon declarou que os EUA não ficariam indiferentes caso os soviéticos atacassem os chineses.</li>
</ul>
<blockquote>
<div style="text-align:justify;"><em>&#8220;Não desejamos nos aproveitar da hostilidade entre a União Soviética e a República Popular (&#8230;) Não podíamos deixar de ficar, entretanto, profundamente preocupados com a escalada desse desentendimento.&#8221;</em>  (RICHARDSON, Secretário de Estado dos EUA, 1969)</div>
</blockquote>
<div>
<ul>
<li style="text-align:justify;">O ministro da defesa da China, Lin Piao, declarou em 1969 que os EUA não eram mais a principal ameaça a eles, declarando que <span style="text-decoration:underline;">Estados Unidos e União Soviética eram ameaças semelhantes</span>, ou seja, criou uma pré-condição para a diplomacia triangular.</li>
<li style="text-align:justify;">No final de 1969 ocorreram os primeiros contatos diplomáticos EUA-China, quando os chineses convidaram o embaixador americano a visitar a embaixada chinesa em Varsóvia.</li>
<li style="text-align:justify;">Em 1971, o secretário de Estado americano Kissinger faz uma viagem secreta à China, da qual resultou o comprometimento de Mao de que a China não usaria força contra Taiwan.</li>
<li style="text-align:justify;">Em 1972, Nixon assina o <strong>Comunicado de Xangai</strong>, que orientaria as relações sino-americanas:</li>
</ul>
<div>
<ol>
<li style="text-align:justify;">nenhuma das partes deve buscar hegemonia na região Ásia-Pacífico e cada qual se opõe a tentativas de qualquer outro país, ou grupo de países, para estabelecer tal hegemonia;</li>
<li style="text-align:justify;">nenhuma das partes se propõe a negociar em nome de qualquer terceira parte, ou a entrar, com a outra parte, em acordos ou entendimentos referentes a outros Estados.</li>
</ol>
<div>
<ul>
<li style="text-align:justify;">Em 1973, o tom da cooperação mudou para uma concordância em<em> reagir conjuntamente à tentativa de qualquer país estabelecer uma dominação mundial</em>.</li>
<li style="text-align:justify;">Kissinger atribui à característica dos líderes tanto da China quanto dos EUA o fato de o &#8220;rapprochement&#8221; entre os dois países ter se dado tão rápido, depois de 20 anos de desligamento quase total.</li>
<li style="text-align:justify;">Mudança de postura soviética: a URSS viu-se desafiada em duas frentes (a OTAN, no Ocidente; e a China, no Oriente), o que foi crucial para que os soviéticos aceitassem uma distensão com os EUA, ao invés de ficarem isolados. Em virtude disso, ainda, os soviéticos foram induzidos a abafar crises existentes e não provocar novas convulsões.</li>
<li style="text-align:justify;">Alguns meses após a visita de Kissinger à China, os soviéticos convidam Nixon para visitar Moscou e iniciar negociações.</li>
</ul>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
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	</item>
		<item>
		<title>Comércio Internacional</title>
		<link>http://guilhermetissot.wordpress.com/2011/05/09/comercio-internacional/</link>
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		<pubDate>Mon, 09 May 2011 03:45:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>guilhermetissot</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economics]]></category>
		<category><![CDATA[International Economics]]></category>

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		<description><![CDATA[Resumo do cap. 1 do livro A Nova Economia Internacional &#8211; Uma Perspectiva Brasileira, de Otaviano Canuto, Reinaldo Gonçalves, Luiz Carlos Delorme Prado e Renato Baumann &#8211; Economia Internacional I &#8211; Prof. Luis Augusto Estrella Faria TEORIA DO COMÉRCIO INTERNACIONAL as relações econômicas entre os povos antecedem às políticas e culturais pacíficas e atualmente ainda [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=guilhermetissot.wordpress.com&amp;blog=9139694&amp;post=522&amp;subd=guilhermetissot&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Resumo do cap. 1 do livro<em> A Nova Economia Internacional &#8211; Uma Perspectiva Brasileira</em>, de Otaviano Canuto, Reinaldo Gonçalves, Luiz Carlos Delorme Prado e Renato Baumann &#8211; Economia Internacional I &#8211; Prof. Luis Augusto Estrella Faria</p>
<h4 style="text-align:center;">TEORIA DO COMÉRCIO INTERNACIONAL</h4>
<ul>
<li style="text-align:justify;">as relações econômicas entre os povos antecedem às políticas e culturais pacíficas e atualmente ainda fazem parte de um processo inacabado de organização em um sistema jurídico internacional, aceito pela maioria dos países.</li>
<li style="text-align:justify;">evolução da economia internacional: Estado nacional moderno (Absolutista) → mercantilismo → expansão dos países da Pen. Ibérica → conquista do continente Americano → colonização → capitalismo industrial.</li>
<li style="text-align:justify;">comércio de longa distância: rede de feitoriais, entroncamentos, cidades, feiras, mercados → garantido pela capacidade bélica (dos comerciantes/soberanos) → dependia de infra-estrutura + segurança de rotas/estradas para a distribuição das mercadorias no interior dos Estados.</li>
<li style="text-align:justify;">substituição do comércio de mercadorias exóticas e caras → produtos de grande consumo a preços moderados deu-se apenas graças ao <strong>uso da moeda</strong> + previsibilidade de <strong>instituições que garantissem minimamente a manutenção das atividades comerciais</strong> (regras, sistemas de peso e medidas, direito de propriedade, proteção legal etc).</li>
<li style="text-align:justify;">entre a Rev. Industrial e a I Guerra Mundial, o mundo passou por um processo de aumento das relações comerciais, que possibilitou uma integração em uma escala até antes não vista.</li>
</ul>
<h4 style="text-align:center;">Mercantilismo &#8211; A Economia Política do Estado Absolutista</h4>
<ul>
<li style="text-align:justify;"><strong>MERCANTILISMO:</strong> conjunto de doutrinas de política econômica que acompanharam a consolidação do Absolutismo e dos primeiros Estados-nação europeus. Significou uma <span style="text-decoration:underline;">reação à ordem medieval</span>, opondo-se ao poder local (nobreza rural) ou da cidade livre, e também ao poder universal (Igreja), ao passo que reforçava o poder do monarca absoluto, defendendo a<span style="text-decoration:underline;"> unificação econômica, jurídica e administrativa nacional</span>. Está amplamente ligado ao <span style="text-decoration:underline;">nacionalismo</span>, pois embasava-se no argumento de que era preciso reforçar o poder nacional para defender-se de ameaças externas. Esse poder nacional, assim, seria consolidado através de um <span style="text-decoration:underline;">progresso econômico</span>, criado pela ação política do Estado.</li>
<li style="text-align:justify;"><span style="text-decoration:underline;">riqueza</span>: fonte de poder do Estado → aumenta com o crescimento do estoque de meios de pagamento.</li>
<li style="text-align:justify;"><span style="text-decoration:underline;">moeda</span>: era vista como fator de produção. &#8220;Dinheiro&#8221; seria uma riqueza artificial, enquanto a &#8220;terra&#8221;, uma riqueza natural.</li>
<li style="text-align:justify;"><strong> John Locke</strong> → dinheiro tem duplo valor: 1) em forma de juros, é uma <span style="text-decoration:underline;">renda anual</span>; 2) por meio da troca, tem caráter de <span style="text-decoration:underline;">mercadoria</span>. Formas de aumentar a massa de $ em um país: 1) extrair das minas; 2) obter de outros países. comércio exterior + balança superavitária → ↑massa de dinheiro existente → ↑riqueza de uma nação.</li>
<li style="text-align:justify;"><span style="text-decoration:underline;">a moeda/metais preciosos não deveriam ser entesourados</span>, pois desempenhavam o papel de <span style="text-decoration:underline;">transformar a economia natural em economia monetária</span>. No entanto, muitos<span style="text-decoration:underline;"> países passaram a acumular metais</span> (e adotar leis de restrição à exportação destes), pois acreditavam que a diferença nos estoques de moedas nos diferentes países poderia ser perigosa quando externamente o valor de uma mercadoria era maior que o preço doméstico. Nessa situação, o país com menor estoque de metal precisaria vender os seus produtos ao seu nível de preços e comprar do exterior ao nível de outro país, o qual poderia ser mais alto, e, por isso, precisava de metais para efetuar as trocas sem prejuízo à sua balança comercial.</li>
</ul>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">&#8220;[...] pobreza de dinheiro [...] acarretará, não obstante, as seguintes desditosas consequências: Primeira, preços muito baixos para nossos próprios produtos; segunda, preços muito altos para todos os produtos estrangeiros; e ambas as coisas nos trarão a pobreza&#8230;&#8221;  (LOCKE, 1696, pp.19)</p>
</blockquote>
<ul>
<li style="text-align:justify;"><span style="text-decoration:underline;">protecionismo</span> → associado a ideia de proteger a balança comercial, mas <span style="text-decoration:underline;">proteção essa voltada para a circulação monetária</span>, e não à produção doméstica, pois um país que não possuía minas, só poderia aumentar seu estoque de moedas ampliando as exportações e restringindo as importações.</li>
<li style="text-align:justify;"><span style="text-decoration:underline;">unificação econômica doméstica + liberdade de comércio interna ao Estado nacional:</span> restrição de aduanas e pedágios impostos pela nobreza feudal; racionalização do sistema de pesos e medidas; unificação do regime monetário; redução do poder das guildas; liberdade de indústria etc.</li>
</ul>
<h4 style="text-align:center;">Teorias Clássicas do Comércio Internacional</h4>
<p><strong>DAVID HUME</strong></p>
<ul>
<li style="text-align:justify;">crítico do mercantilismo, primeiro defensor do livre-comércio e teórico que serviu de base para o sistema monetário do padrão ouro.</li>
<li style="text-align:justify;"><span style="text-decoration:underline;">Hipótese do Preço-Fluxo de Metais Preciosos</span> (<em>specie flow-price hypothesis</em>): ocorre transferência de metais/moedas metálicas de um país <strong>deficitário</strong> →<strong> superavitário</strong> e isso gera ↑ preços dos produtos produzidos internamente. O aumento no nível doméstico de preços → ↓exportações → perda de metais preciosos → ↓nível de preços doméstico → ↑demanda no exterior. Assim, o país superavitário vai exportar menos e importar mais, enquanto o deficitário vai exportar mais e importar menos = tendência ao equilíbrio das balanças comerciais.</li>
<li style="text-align:justify;">a riqueza de uma nação se dava pela prosperidade do comércio exterior, não pelo aumento do meio circulante tão-somente, mas por atender a necessidades internas dos diversos países que comerciavam entre si.</li>
</ul>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">&#8220;[...] A emulação pelas nações rivais serve principalmente para manter a indústria viva em todas elas. E todos os povos serão mais felizes se possuírem uma variedade de manufaturas, que se tiverem uma única grande [...] Eu devo, portanto, ousar reconhecer que, não apenas como um homem, mas como súdito britânico, eu rezo pelo florescimento do comércio da Alemanha, Espanha, Itália e mesmo da França. [...]&#8220;  (HUME)</p>
</blockquote>
<p><strong>ADAM SMITH</strong></p>
<ul>
<li>também crítico do mercantilismo.</li>
<li>a natureza humana é propensa a trocar/negociar/vender produtos → gera divisão do trabalho → ↑produtividade do trabalho → riqueza das nações.</li>
<li>divisão do trabalho = limitada pela extensão do mercado, mas pode ser ampliada através do comércio internacional → ↑riqueza das nações.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Teoria das Vantagens Absolutas:</span> cada país deve especializar-se completamente no(s) produto(s) em que tem vantagem(ns) absoluta(s) em termos de custos/produtividade, ou seja, em que o número de horas de trabalho requerido para a sua produção é menor.</li>
<li>comércio internacional → permite a um país exportar a mercadoria que consegue produzir mais barato que os demais e importar aquelas que produz mais caro, logo, produz mais dos produtos que faz com maior eficiência e consome mais produtos do que seria capaz na ausência desse comércio.</li>
<li>quando um produto qualquer excede a demanda interna, ele deve ser exportado e trocado por alguma coisa que tenha demanda internamente.</li>
<li>quando há excesso de produto importado, que foi pago com excedente doméstico, aquele pode ser trocado mais uma vez por um produto demandado domesticamente.</li>
<li>metais preciosos são um produto como qualquer outro, logo, país grande produtor de metais é naturalmente exportador desse produto.</li>
<li>a liberalização do comércio exterior deve ser feita paulatinamente, para não prejudicar a indústria nascente.</li>
</ul>
<p><strong>DAVID RICARDO</strong></p>
<ul>
<li>Teoria das Vantagens Comparativas: o comércio bilateral é sempre preferível a uma situação de autarquia para duas economias com estruturas de produção não-similares. Premissas do modelo ricardiano:</li>
</ul>
<ol>
<li>comércio de 2 países com 2 produtos;</li>
<li>único fator de produção: o trabalho;</li>
<li>diferença de tecnologia nos 2 países;</li>
<li>balança comercial equilibrada;</li>
<li>custo de transportes = zero;</li>
<li>rendimentos constantes de escala</li>
</ol>
<ul>
<li style="text-align:justify;">os salários (w) no interior de uma economia seriam sempre iguais. Assim, os preços relativos no interior dessa economia dependem da quantidade de trabalho necessária para a produção de certo bem e não do nível de salário.</li>
<li style="text-align:justify;">em países distintos os salários podem ser diferentes, mas mesmo assim é apenas relevante as quantidades relativas de trabalho para produzir, no caso, vinho e tecido (no exemplo usado por ele).</li>
<li style="text-align:justify;">as quantidades relativas de trabalho para produzir V e T em cada economia devem ser distintas → condição necessária e suficiente.</li>
<li style="text-align:justify;">Ricardo usa o exemplo de Portugal e Inglaterra, já adotado por Smith. Considerando a teoria das vantagens absolutas, Portugal seria absolutamente mais eficiente que a Inglaterra, na produção dos dois bens, conforme a tabela abaixo:</li>
</ul>
<p><a href="http://guilhermetissot.files.wordpress.com/2011/05/modeloricardiano1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-526" title="modeloricardiano1" src="http://guilhermetissot.files.wordpress.com/2011/05/modeloricardiano1.jpg?w=630&#038;h=245" alt="" width="630" height="245" /></a><a href="http://guilhermetissot.files.wordpress.com/2011/05/modeloricardiano3.jpg"><br />
</a></p>
<ul>
<li>o conceito de vantagem comparativa ou relativa permite determinar padrões de especialização e troca. Dado que em economia fechada se verifica uma troca de equivalentes, ou seja, uma equivalência nos valores globais da produção em ambos os bens, pode determinar-se as Razões de Troca Autárcicas (RTA) em cada um dos países: Q &#8211; quantidades, C &#8211; custos unitários.</li>
</ul>
<p><a href="http://guilhermetissot.files.wordpress.com/2011/05/modeloricardiano2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-527" title="modeloricardiano2" src="http://guilhermetissot.files.wordpress.com/2011/05/modeloricardiano2.jpg?w=630&#038;h=251" alt="" width="630" height="251" /></a></p>
<ul>
<li>efetuando-se os cálculos, pode-se observar que Portugal, agora sim, possui vantagens relativas (comparativas) para a produção de vinho, enquanto que a Inglaterra possui para tecido.</li>
</ul>
<ul>
<li><a href="http://guilhermetissot.files.wordpress.com/2011/05/modeloricardiano3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-528" title="modeloricardiano3" src="http://guilhermetissot.files.wordpress.com/2011/05/modeloricardiano3.jpg?w=630&#038;h=212" alt="" width="630" height="212" /></a>o modelo ricardiano de comércio internacional implica, portanto, a <span style="text-decoration:underline;">especialização de cada país na exportação do produto no qual tem vantagens comparativas</span>.</li>
<li>o aumento da taxa de lucro da economia não é necessariamente um resultado do comércio exterior, mas vai depender apenas de uma variação nos salários reais.</li>
<li>renda da terra + outros fatores → determinam o custo dos produtos de uma cesta de consumo = trigo → determina os salários reais.</li>
<li>o comércio exterior impede o uso de terras marginais, logo, mantém a taxa de lucro constante.</li>
<li>conclusões: para o modelo ricardiano, <span style="text-decoration:underline;">mais comércio é melhor que menos comércio</span>, o que não implica necessariamente livre-comércio; ainda, vantagens comparativas não surgem de uma nação autárquica, mas na relação de pelo menos 2 países que comerciam entre si.</li>
</ul>
<p>A Teoria Neoclássica do Comércio Internacional</p>
<ul>
<li><strong>Modelo Walrasiano de Equilíbrio Geral</strong>: foi do qual partiu o modelo de Hecksher. Os preços relativos são determinados por:</li>
</ul>
<ol>
<li>dotação de fatores;</li>
<li>tecnologia, na forma de coeficientes de insumo-produto;</li>
<li>preferências dos consumidores.</li>
</ol>
<ul>
<li><strong>Ohlin</strong>: aplicou o modelo de Heckscher no<span style="text-decoration:underline;"> comércio internacional e inter-regional</span>, considerando regiões onde a mobilidade de fatores era perfeita em seu interior, mas imperfeita/inexistente fora delas. Os preços relativos poderiam ser diferentes, pois as regiões possuíam diferentes dotações de fatores de produção, distintas tecnologias e preferências dos consumidores. Mais tarde, Ohlin altera sua abordagem, dizendo que <span style="text-decoration:underline;">as regiões diferiam apenas na dotação dos fatores de produção, mas possuíam tecnologias e preferências similares</span>.</li>
</ul>
<ul>
<li>MODELO HECKSCHER-OHLIN: considerava 2 fatores de produção, 2 produtos e 2 regiões que comerciavam entre si. A troca seria baseada nos produtos produzidos relativamente mais baratos em cada região, pois eram esses que demandavam relativamente maior quantidade do fator abundante em termos domésticos.</li>
<li>a teoria neoclássica pode ser resumida em 4 teoremas básicos sobre o comércio internacional, os quais são abarcados em um modelo geral conhecido como <strong>Heckscher-Ohlin-Samuelson</strong>. Em linhas gerais, focam-se nas diferenças de dotações dos fatores de produção e na intensidade do uso destes fatores na produção de diferentes produtos, que varia em distintos países. Tal modelo permitiu o surgimento de outras teorias para explicar a influência disso na distribuição da renda.</li>
</ul>
<p>1) Teorema de Heckscher-Ohlin</p>
<ul>
<li>2 países (N e S) produzem os mesmos produtos em um mercado competitivo domesticamente.</li>
<li>cada produto utiliza 2 fatores de produção: capital (K) e trabalho (L).</li>
<li>a oferta no interior de cada país é perfeitamente inelástica.</li>
<li>a tecnologia empregada pelos 2 países é idêntica e tem retornos constantes de escala.</li>
<li>cada país tem dotação distinta de fatores de produção. O país S tem maior dotação relativa de L, por exemplo.</li>
<li>w = preço de L em S; w* = preço de L* em N. Logo, a maior dotação relativa de L é porque, em autarquia, w &lt; w*.</li>
<li>cada país tem padrões de preferência idênticos e homotéticos (semelhantemente distribuídos).</li>
</ul>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/guilhermetissot.wordpress.com/522/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/guilhermetissot.wordpress.com/522/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/guilhermetissot.wordpress.com/522/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/guilhermetissot.wordpress.com/522/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/guilhermetissot.wordpress.com/522/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/guilhermetissot.wordpress.com/522/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/guilhermetissot.wordpress.com/522/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/guilhermetissot.wordpress.com/522/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/guilhermetissot.wordpress.com/522/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/guilhermetissot.wordpress.com/522/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/guilhermetissot.wordpress.com/522/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/guilhermetissot.wordpress.com/522/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/guilhermetissot.wordpress.com/522/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/guilhermetissot.wordpress.com/522/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=guilhermetissot.wordpress.com&amp;blog=9139694&amp;post=522&amp;subd=guilhermetissot&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Comércio Internacional e Crescimento Econômico &#8211; O Comércio Afeta o Desenvolvimento?</title>
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		<pubDate>Wed, 04 May 2011 14:01:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>guilhermetissot</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economics]]></category>
		<category><![CDATA[International Trade]]></category>

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		<description><![CDATA[Resumo do artigo da Revista Brasileira de Comércio Exterior Teoria e Política &#8211; Comércio Internacional e Crescimento Econômico: o Comércio Afeta o Desenvolvimento?, de Frederico G. Jayme Jr. – Comércio Internacional – Profª. Jacqueline Angélica Hernandéz Haffner para haver crescimento econômico é imprescindível dois determinantes: estoque de capital e investimento. há um consenso sobre como [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=guilhermetissot.wordpress.com&amp;blog=9139694&amp;post=511&amp;subd=guilhermetissot&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Resumo do artigo da Revista Brasileira de Comércio Exterior<em> Teoria e Política &#8211; Comércio Internacional e Crescimento Econômico: o Comércio Afeta o Desenvolvimento?</em>, de Frederico G. Jayme Jr. – Comércio Internacional – Profª. Jacqueline Angélica Hernandéz Haffner</p>
<ul>
<li>para haver crescimento econômico é imprescindível dois determinantes: <span style="text-decoration:underline;">estoque de capital</span> e <span style="text-decoration:underline;">investimento</span>.</li>
<li style="text-align:justify;">há um consenso sobre como investimentos são indispensáveis para o crescimento, porém não estão claros os efeitos do comércio internacional sobre o investimento.</li>
<li style="text-align:justify;">após a década de 80 → países da América Latina:</li>
</ul>
<ol style="text-align:justify;">
<li>retorno de fluxos de capital a estes países;</li>
<li>adoção de programas de estabilização macroeconômica e reformas estruturais;</li>
<li>crescimento e ganhos de bem-estar modestos;</li>
<li>instabilidade: ↑ tx. juros, dívida interna/externa ↑, desigualdade salarial, perfomance macroeconômica não-satisfatória.</li>
</ol>
<ul style="text-align:justify;">
<li>a abertura econômica não provocou um crescimento econômico estável nos países pobres.</li>
<li>Brasil → crise da déc. 80 → alto desemprego e concentração de renda.</li>
<li>3 correntes de pensadores sobre comércio e crescimento:</li>
</ul>
<ol style="text-align:justify;">
<li>os que defendem que economias abertas tendem a convergir para um estado de crescimento equilibrado mais rápido que as fechadas (SACHS, WARNER, EDWARDS, SRINIVASAN, KRUEGER, BEN-DAVID, KIMHI);</li>
<li>os que argumentam que a abertura atrapalha o crescimento econômico, pois prejudica a indústria nascente e afeta o balanço de pagamentos (TAYLOR, MCCOMBIE, THIRLWALL, BLECKER, HELLEINER, UNCTAD);</li>
<li>os que não acreditam que a abertura estimula o crescimento (RODRIGUEZ, RODRIK, HARRISON, HANSON).</li>
</ol>
<ul style="text-align:justify;">
<li>dentre a segunda corrente, dos que crêem que o comércio pode prejudicar o crescimento, Thirlwall encontra um meio-termo, apresentando um modelo de crescimento com restrição de balanço de pagamentos, através dos estímulos de demanda através das exportações. Entretanto, o prejuízo causado pelo comércio ainda pode ser verificado quando provoca constrangimentos no BP.</li>
</ul>
<h4 style="text-align:center;">Comércio e Crescimento Econômico &#8211; Modelos Tradicionais e Recentes</h4>
<ul>
<li style="text-align:justify;"><strong>TEORIA DAS VANTAGENS COMPARATIVAS:</strong> utiliza-se com maior eficiência os recursos econômicos através do comércio, pois é possível importar bens e serviços, os quais, se produzidos internamente, teriam custos maiores. Assim, engajar-se no comércio internacional traz vantagens comparativas para países em desenvolvimento, porque podem importar bens de capital e intermediários (necessários para um crescimento a longo prazo) a preços inferiores aos produzidos internamente. Dessa forma o país que abriu sua economia vai ter ganhos líquidos de bem estar.</li>
<li style="text-align:justify;">a teoria das vantagens comparativas baseia-se no <strong>Modelo Ricardiano</strong>, que pressupõe algumas condições:</li>
</ul>
<ol style="text-align:justify;">
<li>2 países e 2 mercadorias;</li>
<li>fator único de produção → trabalho;</li>
<li>diferenças em nível de tecnologia;</li>
<li>equilíbrio comercial;</li>
<li>rendimentos constantes.</li>
</ol>
<ul style="text-align:justify;">
<li>a especialização, segundo a Teoria das Vantagens Comparativas, é, portanto, preferível a uma situação autárquica, pois quando os dos <span style="text-decoration:underline;">países especializam-se naquilo em que têm menos custos de oportunidade</span> (e, aderindo ao comércio internacional) ambos terão ganhos de bem estar, logo, a economia mundial aumenta.</li>
</ul>
<ul style="text-align:justify;">
<li><strong>MODELO HECKSCHER-OHLIN (H-O):</strong> também conhecido como Modelo de Proporção de Fatores, semelhante à TVC, porém aqui há uma condição específica para a mercadoria em que o país deve se especializar, qual seja, <span style="text-decoration:underline;">aquela em que se utiliza intensamente o fator produtivo mais abundante internamente</span>. Este modelo pressupõe algumas hipóteses bastante restritivas:</li>
</ul>
<ol style="text-align:justify;">
<li>as funções de produção devem apresentar <span style="text-decoration:underline;">produtividade dos fatores positiva</span>, <span style="text-decoration:underline;">porém decrescentes,</span> e <span style="text-decoration:underline;">retornos constantes de escala</span>;</li>
<li>os dois <span style="text-decoration:underline;">bens devem ser distintos</span>;</li>
<li>a proporção na qual os dois bens são consumidos <span style="text-decoration:underline;">independe do nível de renda</span>, porque a estrutura da <span style="text-decoration:underline;">demanda é idêntica</span> nas duas economias;</li>
<li>não há possibilidade de reversão na intensidade do uso dos fatores.</li>
</ol>
<ul style="text-align:justify;">
<li><strong>MODELO HECKSCHER-OHLIN-SAMUELSON (H-O-S):</strong> analisa os efeitos do comércio sobre o emprego e a distribuição de renda e acredita que a liberalização comercial é importante para países em desenvolvimento aumentarem suas taxas de crescimento e salários reais. Tenta, ainda, superar algumas deficiências do modelo ricardiano:</li>
</ul>
<ol style="text-align:justify;">
<li>aumenta o número de fatores para dois: TRABALHO(L) e CAPITAL(K);</li>
<li>a dotação de fatores é diferente nos dois países (<span style="text-decoration:underline;">abundância relativa dos fatores de produção</span>) e nos dois setores (<span style="text-decoration:underline;">intensidade relativa no uso dos fatores de produção de cada um dos dois bens</span>) , ou seja, não há a mesma proporção proposta no modelo H-O.</li>
</ol>
<ul style="text-align:justify;">
<li><span style="text-decoration:underline;">abundância relativa dos fatores de produção</span> → o comércio é conduzido com base nas diferenças de dotação/estoque de recursos (K e L) nos dois países. Ex.: um é abundante em K e o outro em L.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">intensidade relativa no uso dos fatores de produção</span> → as tecnologias para a produção dos bens nos dois países são idênticas, porém uma é K-intensiva e a outra é L-intensiva. Eles não podem ser intensivos, ao mesmo tempo, nos dois fatores.</li>
<li>a abundância relativa de um fator significa que a dotação de recursos de um país é relativamente mais apropriada para a produção do bem cuja produção seja intensiva no fator mais abundante. Este bem, em autarquia, é mais barato neste país do que em outro, logo, as bases do comércio são as diferenças de preços, que geram ganhos mútuos.</li>
<li>com o livre-comércio, há uma aumento na eficiência agregada, mas não necessariamente especialização total no bem a ser exportado.</li>
<li>o bem estar aumenta nos dois países, mas não necessariamente para todos os agentes, pois alguns se beneficiam mais (os proprietários de fatores de produção).</li>
<li>a somatória dos ganhos dos que se beneficiam supera aos dos que são prejudicados, logo, através do Princípio da Compensação, é possível distribuir os ganhos para todos os agentes que estejam em posição superior, após a liberalização.</li>
</ul>
<ul style="text-align:justify;">
<li><strong>SRINIVASAN &amp; BHAGWATI:</strong> acreditam que a abertura comercial e o livre movimento de fatores e tecnologia contribuem, sim, para o crescimento. A abertura comercial, segundo eles, permite aos países explorar suas vantagens comparativas, o que melhora a eficiência da alocação de seus recursos domésticos.</li>
</ul>
<ul style="text-align:justify;">
<li><strong>GROSSMAN &amp; HELPMAN:</strong>  considera dois países com <strong>progresso técnico endógeno</strong>, pois, segundo eles, o crescimento econômico se dá com acumulação de conhecimento. Assim, o modelo é baseado em duas economias, onde cada país se dedica a três atividades produtivas: 1) produção de um bem final; 2) produção de uma série variada de intermediários diferenciados; 3) pesquisa e desenvolvimento (P&amp;D). Atendendo às condições, o país vai apresentar uma taxa endógena de crescimento a longo prazo, a qual é relacionada à difusão tecnológica e ao conhecimento. A relação comércio-crescimento possui as seguintes características:</li>
</ul>
<ol style="text-align:justify;">
<li><span style="text-decoration:underline;">demanda relativa mais forte por bens finais do país com vantagens comparativas em P&amp;D</span>  → ↓participação a longo prazo no nº de produtos intermediários → ↓crescimento de longo prazo da econ. mundial. Quando não há vantagens comparativas em P&amp;D → crescimento de longo prazo independe da demanda relativa por bens finais.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">tarifa reduzida de importação/subsídio à exportação sobre bens finais</span> → ↓participação do país em produtos intermediários e em P&amp;D.</li>
<li>↑a taxa de cresc. a longo prazo da econ. mundial SE o país que pratica a política possui uma desvantagem comparativa em P&amp;D.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">um pequeno subsídio em P&amp;D nos dois países (a uma mesma taxa)</span> → ↑tx. cresc. a longo prazo da econ. mundial.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">um subsídio em P&amp;D em apenas um dos países</span> → ↑ crescimento de longo prazo deste país SE a divisão do gasto entre os dois bens é CONSTANTE e SE é implementada pelo país que possui vantagem comparativa em P&amp;D.</li>
</ol>
<ul>
<li style="text-align:justify;">Críticas ao modelo de crescimento endógeno de Grossman e Helpman: 1) desconsideram um aspecto fundamental do crescimento: o <span style="text-decoration:underline;">investimento</span>; 2) focam apenas em comércio e crescimento, desconsiderando <span style="text-decoration:underline;">constrangimentos no BP</span> e as <span style="text-decoration:underline;">instituições</span> (relacionadas ao investimento, grau de confiança de um país etc), por exemplo.</li>
</ul>
<h4 style="text-align:center;">Política Comercial e Crescimento: Estudos Empíricos</h4>
<ul>
<li style="text-align:justify;">os estudos empíricos que relacionam comércio internacional com crescimento econômico baseiam-se na ideia de que políticas comerciais agem como se fossem uma proxy para a participação do comércio no PIB de cada país.</li>
</ul>
<ul style="text-align:justify;">
<li><strong>SACHS &amp; WARNER:</strong> analisaram os benefícios da liberalização comercial aliada à implementação de reformas e seus reflexos na perfomance macroeconômica. Concluíram que economias abertas tendem a convergir para um crescimento mais equilibrado mais rapidamente que as fechadas.</li>
<li>Para estes autores, um país é considerado de economia fechada se apresenta algumas das seguintes características: 1. barreiras não-tarifárias incidindo sobre 40% ou + do comércio; 2. tarifa média de 40% ou mais; 3. prêmio de 20% ou mais no mercado paralelo de câmbio; 4. economia socialista; 5. monopólio estatal na maioria das exportações.</li>
</ul>
<ul style="text-align:justify;">
<li><strong>EDWARDS: </strong>considerou o crescimento da produtividade em países da América Latina na análise da relação entre política comercial e perfomance econômica. Baseando-se no modelo neoclássico tradicional, Edwards afirmou que havia 2 fontes de crescimento da PTF (Produtividade Total dos Fatores) → inovação doméstica e imitação estrangeira. Para ele, países em desenvolvimento podem desfrutar de inovações técnicas internacionais na medida em que abrem suas economias. Além da PTF, Edwards também considerou distorções comerciais, defasagem tecnológica (catch up term), capital humano, papel do governo, instabilidade política e taxa de inflação, chegando a resultados relativamente satisfatórios sobre a relação comércio-crescimento.</li>
</ul>
<ul style="text-align:justify;">
<li>alguns autores consideram que a melhor forma de definir as relações entre abertura e crescimento é analisando estudos de caso nacionais, por incorporarem características específicas como variáveis institucionais, padrões históricos etc.</li>
<li>outros autores reconhecem a complexidade em se analisar os efeitos do comércio sobre o desenvolvimento, pois a maioria dos programas de liberalização são acompanhados por medidas de estabilização macro e liberalização financeira para a entrada de capitais.</li>
<li>outros ainda afirmam que a abertura está longe de garantir crescimento, porque provoca vulnerabilidade externa e níveis mais baixos de crescimento econômico, o que aconteceu na América Latina, gerando principalmente desigualdades de renda.</li>
<li>principais problemas ligados à liberalização comercial enfrentados por países como Brasil, México, Chile e Argentina:</li>
</ul>
<ol style="text-align:justify;">
<li>com relação à contabilidade das transações correntes: déficit estrutural no balanço de serviços → atrapalha a estabilidade do crescimento.</li>
<li>com relação à conta de capital: fluxos de curto prazo de capitais especulativos + endividamente externo a longo prazo.</li>
<li>com relação ao conjunto de pagamentos: volatilidade de reservas internacionais.</li>
</ol>
<ul>
<li style="text-align:justify;"><strong>FRANKEL &amp; ROMER:</strong> incluíram em seu modelo a variável geográfica dos países (proximidade ou não de países populosos, isolamento geográfico etc). As características geográficas são variáveis instrumentais para estimar o impacto do comércio sobre a renda e o crescimento, tomando como indicador o comércio internacional e participação do fluxo total de comércio (X+M) no PIB. Variáveis instrumentais consideradas: 1. comércio internacional: função da proximidade geográfica de um país com os demais; 2. comércio interno. Consideram, ainda, a renda como uma variável dependente. Assim, c0ncluíram que há uma relação entre comércio e renda, pois o volume do comércio dos países não é determinado exogenamente.</li>
</ul>
<h4 style="text-align:center;">Comércio Internacional e Crescimento na Tradição Keynesiana</h4>
<p style="text-align:center;"><strong>MODELO DE DOIS HIATOS</strong></p>
<ul>
<li>criado por Chenery e Bruno, em 1962.</li>
<li>o <span style="text-decoration:underline;">hiato de poupança doméstica</span> e o <span style="text-decoration:underline;">hiato externo</span> explicam o desempenho de crescimento dos países.</li>
<li>o hiato externo depende do efeito-renda, negligencia o efeito-preço.</li>
<li>condições: país pequeno + condição Marshall-Lerner.</li>
<li>a competitividade é a componente mais importante entre as variáveis que afetam contas nacionais (especialmente em países desenvolvidos).</li>
<li>os países que crescem mais rapidamente são os que possuem vantagens absolutas em vários bens.</li>
</ul>
<p style="text-align:center;"><strong>MODELO DE THIRLWALL</strong></p>
<ul>
<li>criado por Thirlwall, em 1979.</li>
<li>explica as diferenças entre crescimento de longo prazo, levando em consideração a <span style="text-decoration:underline;">demanda efetiva</span>.</li>
<li>considera que as taxas de crescimento são diferentes porque o crescimento da demanda é diferente entre os países.</li>
<li>o constrangimento de demanda mais importante é o balanço de pagamentos.</li>
<li>o modelo admite que o crescimento de longo prazo dependerá de: 1) relação entre as elasticidades-renda das M e X, considerando válida a condição Marshall-Lerner; e, 2) preços relativos dos bens comercializados constantes.</li>
<li>conclui, então, que o comércio afeta diretamente o crescimento (através da <span style="text-decoration:underline;">demanda por bens finais</span>) e indiretamente influencia no <span style="text-decoration:underline;">investimento</span>.</li>
</ul>
<p style="text-align:center;"><strong>MODELO DE CRESCIMENTO LIDERADO PELAS EXPORTAÇÕES</strong></p>
<ul>
<li style="text-align:justify;">criado por Kaldor na década de 1970.</li>
<li style="text-align:justify;">exportações → principal componente da demanda.</li>
<li style="text-align:justify;">as políticas expansionistas de demanda têm efeitos cumulativos, pois quanto maior a taxa de crescimento do produto → mais rápida será a taxa de cresc. da produtividade → menor será a tx. de crescimento dos custos unitários → mais rápida será a tx. crescimento das X.</li>
<li style="text-align:justify;">a situação acima pode operar ao contrário, quando há restrição de BP e alta elasticidade-renda da demanda em face à elasticidade-renda das X, o que se verifica em países subdesenvolvidos, quando os constrangimentos do BP significam obstáculos ao crescimento.</li>
<li style="text-align:justify;">a simples adoção de uma estratégia de crescimento export-led leva a restrições de BP no longo prazo se a elasticidade-renda das importações permanecer inalterada. Se a elasticidade-renda das M é alta, o crescimento de curto prazo pode ser alcançado reduzindo-se o saldo do balanço de conta-corrente, desde que aumente a renda interna e as M cresçam proporcionais ao crescimento da renda. Elasticidades-renda das M altas impedem que a renda cresça sem constranger o BP, o que provocaria uma falha no processo cumulativo. Pior que isso seria caminhar na direção oposta: gera um círculo vicioso, associado à baixa produtividade e crescimento reduzido.</li>
</ul>
<ul>
<li style="text-align:justify;">A tradição pós-keynesiana conecta o crescimento export-led com a importância da elasticidade-renda das importações, o que significa abarcar também a tradição estruturalista.</li>
<li style="text-align:justify;">ambas as abordagens (estruturalista e pós-keynesiana) enfatizam, além do papel das exportações, a presença de uma base estrutural para evitar alta vulnerabilidade externa, que gera obstáculos ao crescimento como déficits no balanço de transações correntes, problemas no balanço de capital  (devido à instabilidade dos fluxos de K).</li>
<li style="text-align:justify;">o problema central para o modelo kaldoriano é o constrangimento no BP, o que, segundo tal modelo, pode ser atenuado com crescimento export-led, oferecendo as divisas estrangeiras necessárias para realizar importações essenciais.</li>
<li style="text-align:justify;">em suma: modelos de tradições pós-keynesianas/kaldorianos e estruturalista enfatizam <span style="text-decoration:underline;">papel da demanda efetiva</span>, <span style="text-decoration:underline;">balanço de pagamentos</span> e <span style="text-decoration:underline;">políticas governamentais que administrem a demanda</span> como cruciais para o crescimento econômico.</li>
</ul>
<h4 style="text-align:center;">Conclusões</h4>
<ul>
<li style="text-align:justify;"><strong>Teoria Clássica:</strong> insuficiente para definir se comércio gera crescimento.</li>
<li style="text-align:justify;"><strong>Modelos abertos de crescimento endógeno e Nova Teoria do Comércio:</strong> limitados, mas mesmo assim argumentam que a liberdade comercial ainda é preferível ao intervencionismo, que produz falhas de ausência de mercado, processos de retaliação, entre outros entraves ao crescimento econômico.</li>
<li style="text-align:justify;"><strong>Teorias do comércio e crescimento pós-keynesiana e estruturalista:</strong> através de modelos de crescimento demand-led, apresentam as restrições ao balanço de pagamentos como principal obstáculo ao crescimento, mas concluem que o comércio pode gerar crescimento de longo prazo, mesmo com efeitos negativos sobre as transações correntes.</li>
<li style="text-align:justify;">balanço de pagamentos → essencial para se analisar o nível ótimo de abertura associado a uma determinada economia.</li>
<li style="text-align:justify;">aspectos institucionais particulares de cada país também devem ser considerados para direcionar uma política comercial com vistas ao crescimento e qual o grau de abertura a ser adotado.</li>
</ul>
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	</item>
		<item>
		<title>Os Sistemas Políticos Democráticos nos Países Avançados: Êxitos e Desafios</title>
		<link>http://guilhermetissot.wordpress.com/2011/04/15/os-sistemas-politicos-democraticos-nos-paises-avancados-exitos-e-desafios/</link>
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		<pubDate>Fri, 15 Apr 2011 03:58:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>guilhermetissot</dc:creator>
				<category><![CDATA[Today's Big Global Issues]]></category>
		<category><![CDATA[Democracy]]></category>
		<category><![CDATA[Robert Dahl]]></category>

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		<description><![CDATA[Resumo do artigo Os Sistemas Políticos Democráticos nos Países Avançados: Êxitos e Desafios, de Robert Alan Dahl &#8211; Grandes Problemas Internacionais Atuais &#8211; Prof. José Luiz Marques o século XX foi marcado por uma eclosão de sistemas democráticos: de 8 (em 1900) para 86 (em 1997). as democracias são classificadas em 3 grupos: Antigas Democracias: [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=guilhermetissot.wordpress.com&amp;blog=9139694&amp;post=502&amp;subd=guilhermetissot&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Resumo do artigo <em>Os Sistemas Políticos Democráticos nos Países Avançados: Êxitos e Desafios</em>, de Robert Alan Dahl &#8211; Grandes Problemas Internacionais Atuais &#8211; Prof. José Luiz Marques</p>
<ul>
<li style="text-align:justify;">o século XX foi marcado por uma eclosão de sistemas democráticos: de 8 (em 1900) para 86 (em 1997).</li>
<li style="text-align:justify;">as democracias são classificadas em 3 grupos:</li>
</ul>
<ol style="text-align:justify;">
<li><strong>Antigas Democracias:</strong> surgidas antes de 1950; caracterizam-se por um PIB elevado, alta renda per capita, alta qualidade de vida (alto IDH) e são bastante homogêneas, se comparadas entre si.</li>
<li><strong>Novas Democracias:</strong> surgiram até 1980 e são mais heterogêneas entre si.</li>
<li><strong>Democracias Mais Recentes:</strong> consolidaram-se após 1981; são muito diversificadas.</li>
</ol>
<ul style="text-align:justify;">
<li>DIAMOND: classificou os países como 1) democracias liberais: aqueles que possuem um conjunto de instituições democráticas; 2) democracias eleitorais: aqueles que adotam eleições multipartidárias, mas podem apresentar violação aos direitos humanos, corrupção, entre outros problemas significativos ao processo democrático.</li>
<li>O&#8217;DONNEL: apontou três elementos para que os sistemas políticos possam constituir uma &#8220;democracia ideal&#8221;</li>
</ul>
<ol style="text-align:justify;">
<li>democrático: eleições livres, seguras, garantia da livre expressão e demais liberdades individuais.</li>
<li>liberal: garante os direitos básicos dos cidadãos.</li>
<li>republicano: garante a isonomia e balanceia o Executivo (em todas as esferas) através de instituições.</li>
</ol>
<ul>
<li style="text-align:justify;">juízo moral de igualdade civil: todos os seres humanos são de igual valor intrínseco, logo, bens/interesses de cada pessoa devem ser igualmente considerados.</li>
<li style="text-align:justify;">ninguém é melhor qualificado que o outro para governar, então se confia a autoridade de governar a alguém que &#8220;parece capaz&#8221;.</li>
</ul>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Entre adultos, nenhuma pessoa está tão categoricamente melhor qualificada que outras para governar, de modo tal que se lhe deva confiar uma autoridade completa e final sobre o governo do Estado.&#8221;         DAHL, 1989.</p>
</blockquote>
<ul style="text-align:justify;">
<li>SEN: aponta que argumentos éticos em questões sociais devem ter um considerável grau de igualdade para todos, para não cair em arbitrária discriminação.</li>
<li>TOCQUEVILLE: assevera que excesso de igualdade em uma democracia limita as liberdades, num cenário em que as minorias poderiam usar seus direitos para destruir a democracia, apoiando governos autoritárias, por exemplo.</li>
<li>democracia madura: caracteriza-se pelo aprofundamento de instituições democráticas, o que gera maiores liberdades e diminui as chances de se tornar um Estado autoritário.</li>
<li>as democracias que se expandiram no século passado ampliaram consideravelmente os direitos fundamentais, gerando maior igualdade (mesmo que relativa), através da inserção gradativa de grupos antes totalmente excluídos.</li>
<li>democracia ideal: há liberdade política plena, embora se verifiquem desigualdades em outros aspectos.</li>
<li>principais critérios que devem ser atendidos para que uma democracia seja considerada plena:</li>
</ul>
<ol style="text-align:justify;">
<li>OPINIÃO: todos os membros terão iguais  oportunidades para fazer saber a outros membros do grupo seus pontos de vista;</li>
<li>IGUALDADE DE VOTO: todo membro terá igual e efetiva oportunidade para votar.</li>
<li>PARTICIPAÇÃO: cada membro terá igual e efetiva oportunidade para aprender sobre políticas alternativas relevantes;</li>
<li>DECISÃO:  o &#8220;demos&#8221; terá a exclusiva oportunidade de decidir como determinados assuntos serão postos na agenda;</li>
<li>DIREITOS: membros do &#8220;demos&#8221; terão completos direitos &#8211; ressalta a garantia dos quatro direitos anteriormente citados.</li>
</ol>
<ul>
<li style="text-align:justify;">o papel das instituições para a consolidação de um sistema democrático é condição necessária, mas não suficiente, para que um governo democrático exista no mundo real.</li>
<li style="text-align:justify;">a democracia não disputa com a liberdade, pelo contrário, para a existência de direitos e oportunidades mais fundamentais as instituição democráticas são necessárias.</li>
<li style="text-align:justify;">cultura democrática: faz-se necessária para garantir a manutenção do sistema democrático, evitar seu colapso em momentos de crise.</li>
<li style="text-align:justify;">as instituições democráticas são, ainda, necesssárias, mas não suficientes para aproximar a democracia real da ideal.</li>
<li style="text-align:justify;">a equidade politica visada pela democracia entra em choque com o sistema econômico atual, o capitalismo, haja vista que economias de mercado automaticamente geram desigualdades.</li>
</ul>
<h4 style="text-align:center;">Desafios para os Sistemas Democráticos</h4>
<ul>
<li style="text-align:justify;"><strong>tensão entre democracia e economia de mercado:</strong> as aspirações dos sistemas político e econômico, evitar que os interesses econômicos influenciem negativamente os governantes nas tomadas de decisões.</li>
<li style="text-align:justify;"><strong>organizações internacionais:</strong> não são democráticas, pois são governadas por negociações entre elites burocráticas e políticas.</li>
<li style="text-align:justify;"><strong>diversidade cultural:</strong> um exemplo é a migração nas antigas democracias, que gera ações que podem danificar os direitos democráticos básicos.</li>
<li style="text-align:justify;"><strong>terrorismo:</strong> da mesma forma que a migração, acaba gerando restrições aos direitos civis dentro de uma esfera democrática.</li>
<li style="text-align:justify;"><strong>problema da concorrência cívica:</strong> a questão da alienação dos cidadãos, de que modo (ou em que grau) se deveria esclarecer a população para que possam opinar/participar de uma forma mais efetiva em um sistema democrático. As instituições/medidas tomadas para ilustrar o cidadão no século XX foram insuficientes, porque atualmente as políticas públicas são mais complexas. O público tem capacidade de lidar com situações mais complexas de seu interesse (exemplo do estudo <em>Pesquisa Deliberativa</em>, de James Fishkin), porém faltam instituições que propiciem um maior diálogo &#8220;governo-sociedade&#8221;.</li>
</ul>
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		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>As Dimensões da Economia</title>
		<link>http://guilhermetissot.wordpress.com/2011/03/23/as-dimensoes-da-economia/</link>
		<comments>http://guilhermetissot.wordpress.com/2011/03/23/as-dimensoes-da-economia/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 23 Mar 2011 19:19:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>guilhermetissot</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economics]]></category>
		<category><![CDATA[International Economics]]></category>
		<category><![CDATA[Braudel]]></category>
		<category><![CDATA[Fordism]]></category>
		<category><![CDATA[Giovanni Arrighi]]></category>
		<category><![CDATA[Hegemonic Stability Theory]]></category>
		<category><![CDATA[neo-Fordism]]></category>
		<category><![CDATA[Regulation School]]></category>
		<category><![CDATA[Space]]></category>
		<category><![CDATA[Systemic Cycles of Accumulation]]></category>
		<category><![CDATA[Time]]></category>

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		<description><![CDATA[Resumo do capítulo 2 do livro A Chave do Tamanho &#8211; Desenvolvimento Econômico e Perspectivas do Mercosul, de Luiz Augusto Estrella Faria – Economia Internacional I – Prof. Luiz Augusto Estrella Faria A Dinâmica Econômica e Suas Dimensões as primeiras comunidades humanas não tinham qualquer preocupação com o espaço territorial apenas faziam uso deste, desde [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=guilhermetissot.wordpress.com&amp;blog=9139694&amp;post=482&amp;subd=guilhermetissot&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Resumo do capítulo 2 do livro <em>A Chave do Tamanho &#8211; Desenvolvimento Econômico e Perspectivas do Mercosul</em>, de Luiz Augusto Estrella Faria – Economia Internacional I – Prof. Luiz Augusto Estrella Faria</p>
<h4 style="text-align:center;">A Dinâmica Econômica e Suas Dimensões</h4>
<ul>
<li style="text-align:justify;">as primeiras comunidades humanas não tinham qualquer preocupação com o espaço territorial apenas faziam uso deste, desde o surgimento do homem até o início das civilizações.</li>
<li style="text-align:justify;">a partir da <span style="text-decoration:underline;">invenção da agricultura</span> (primeiro evento econômico da humanidade), o <em>espaço</em> passou a ser incluído na vida social do homem, alterando, inclusive, a dimensão temporal.</li>
<li style="text-align:justify;">a relação sociedade-tempo-espaço pode ser entendida através de 2 relações:</li>
</ul>
<ol>
<li><strong>unidirecionalidade do tempo nas relações sociais</strong>— fênomenos sociais são irreversíveis e dependentes de outros fenômenos.</li>
<li><strong>constante dinamicidade</strong>— velocidade sempre crescente e distâncias no espaço cada vez maiores (Milton Santos, <em>aceleração</em>; Harvey, <em>compreensão do tempo-espaço</em>).</li>
</ol>
<blockquote><p>&#8220;Acelerações são momentos culminantes na História, como se abrigassem forças concentradas, explodindo para criarem o novo.&#8221;   (SANTOS, 1994)</p>
</blockquote>
<ul>
<li><span style="text-decoration:underline;">Milton Santos:</span> explica a aceleração do tempo, associando-a à inovação tecnológica.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">David Harvey:</span> argumenta no sentido da objetividade do espaço e do tempo, que teria padrões imutáveis, porém variam conforme a reprodução social em determinado período/lugar. Ou seja, um espaço e um tempo objetivos são resultados de um processo material, o qual, por sua vez, é reprodução da vida social.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Fernand Braudel</span>: considera que o desenvolvimento da instituição do mercado foi determinante para transformar as dimensões de tempo e espaço no capitalismo.</li>
<li>antes do surgimento do capitalismo: acumulação de poder ligada à expansão territorial.</li>
<li>no capitalismo: o espaço é submetido pelo capital através da conquista política/militar.</li>
</ul>
<blockquote><p>&#8220;O espaço social é submetido pelo capital quando a relação mercantil se sobrepõe às demais [...] quando sua vida é subordinada à lógica da mercadoria, quando a acumulação da riqueza abstrata é a fonte principal de poder, quando o fetiche da mercadoria envolve com seu véu todas as formas da existência social.&#8221;  (FARIA)</p>
</blockquote>
<ul>
<li>Gênese do capitalismo, segundo Marx:  <strong>1ª fase)</strong> acumulação primitiva: imposição da lógica da mercadoria à circulação da produção impulsionando a relação mercantil, graças ao domínio da moeda. <strong>2ª fase)</strong> a que levou à Rev. Industrial: capital adentra a esfera da produção, apropriando-se dos meios de produção, utilizando o assalariamento no processo de criação do valor.</li>
<li>Polanyi →<strong><em>take off autopoiético</em></strong>: o capitalismo endogeniza mecanismos para sua auto-regulação.</li>
<li>Braudel e Polanyi criticam a visão neoclássica da evolução espontânea do comércio internacional, que imagina a lógica da mercadoria como natural ao ser humano (feiras medievais → mercantilismo → entrepostos/portos/encruzilhadas → comércio de longa distância →formação dos mercados nacionais).</li>
<li>Para Polanyi não houve evolução natural do comércio, pois foi necessário uma força externa = poder político → monopólios</li>
<li>Braudel, de argumentação semelhante, assevera que o comércio internacional não seria capaz de evoluir por si só, sem a aliança com o poder político (rei + burguesia = mercantilismo).</li>
<li>Por quê?</li>
</ul>
<ol>
<li>a centralização monárquica propiciou a regulação do comércio e a criação de uma legislação (em cada Estado nacional), desde a unificação de pesos e medidas até a formação de empresas estatais (WIC, por exemplo), criando condições para a expansão do comércio;</li>
<li>aliou-se às burguesias locais;</li>
<li>pôs fim aos monopólios, acabou com o protecionismo imposto pela nobreza feudal e por cidades protecionistas, desmantelando o comércio local individualista e conduzindo o sistema ao livre-comércio em escala internacional.</li>
</ol>
<ul>
<li><strong>Mercantilismo</strong>→ movimento predominantemente para dentro, o que leva (em um primeiro momento) à formação do mercado nacional e (em um segundo momento) à uma expansão para fora, ou seja, comércio internacional.</li>
<li>A <em>internalização</em> do mecanismo de regulação pelo sistema econômico é que vai criar condições para a posterior expansão para fora, o que, por tabela, leva à ampliação das dimensões do ciclo econômico, aumento do fluxo de informações e a uma maior velocidade nos processos sociais e políticos.</li>
</ul>
<h4 style="text-align:center;">O Espaço</h4>
<ul>
<li style="text-align:justify;">espaço é entendido aqui como <strong>espaço econômico</strong> = espaço territorial onde se desempenham atividades econômicas.</li>
<li style="text-align:justify;">primórdios do comércio: a busca por mercadorias fora do seu espaço ocorria em virtude da necessidade de se buscar aquilo que não podia ser produzido internamente.</li>
<li style="text-align:justify;">fatores que levaram à expansão do espaço econômico: 1) evolução técnica (Escola de Sagres, por exemplo); 2) desenvolvimento dos transportes e comunicações; 3) aumento do poder político (argumento de Arrighi).</li>
<li style="text-align:justify;">Imperialismo (início do séc. XX) &#8211; segundo o marxismo clássico, o capitalismo era expansionista, pois necessitava de uma economia externa que proporcionasse uma saída para os excedentes de capital e mercadoria, impossíveis de serem realizados apenas internamente (Lenin, Trotsky, Rosa Luxemburgo).</li>
<li style="text-align:justify;">Pós-Segunda Guerra &#8211; teorias centro-periferia no sistema econômico mundial.</li>
<li style="text-align:justify;">Segunda metade do século XX &#8211; capitalismo é entendido como sistema mundial com uma relação muito particular com a dimensão espacial (Braudel, Wallerstein, Hobsbawn).</li>
<li style="text-align:justify;">Braudel &#8211; analisa a trajetória da evolução das relações mercantis e sua relação com a ampliação do espaço, onde mercados locais vai desaparecendo, considerando o desenvolvimento dos transportes e das comunicações em tal processo.</li>
<li style="text-align:justify;">Podemos entender a evolução proposta por Braudel da seguinte forma:</li>
</ul>
<p style="text-align:justify;"><strong>mercado local</strong> (unidade econômica = burgo; monopólio dos comerciantes locais e obediência ao poder político local = nobreza feudal) → <strong>mercados regionais</strong> (unidade econômica = cidade mercantil; sistema hierarquizado de cidades; monopólio da burguesia das cidades dominantes) → <strong>mercados nacionais</strong> (unidade econômica = Estado moderno; destruição dos monopólicos locais/regionais através da centralização/unificação do poder em Estados que não tinham cidades comerciantes importantes = Reino Unido, França, Portugal, Espanha, por exemplo).</p>
<ul style="text-align:justify;">
<li>formação dos mercados nacionais:</li>
</ul>
<p style="text-align:justify;">1º Nível: continuidade da circulação mercantil da produção em um sistema articulado com seus diferentes setores;</p>
<p style="text-align:justify;">2º Nível: unidade fiscal (baseada na circulação da produção);</p>
<p style="text-align:justify;">3º Nível: unidade monetária (facilita a ação da lei do valor, o fluxo comercial e a cobrança de tributos).</p>
<ul style="text-align:justify;">
<li>Arrighi &#8211; analisa o desenvolvimento da relação mercantil com a ampliação do espaço, argumentando que no capitalismo o poder emana da acumulação da riqueza abstrata, não apenas do controle político de um povo/território, distinguindo, assim, a lógica de poder do &#8220;capitalismo&#8221; da do &#8220;territorialismo&#8221;.</li>
</ul>
<blockquote><p style="text-align:justify;">&#8221; Os governantes territorialistas identificam o poder com a extensão e a densidade populacional de seus domínios, concebendo a riqueza/o capital como um meio [...] da busca pela expansão territorial. Os governantes capitalistas [...] identificam o poder com a extensão de seu controle sobre os recursos escassos e consideram as aquisições territoriais um [...] subproduto da acumulação de capital. &#8221;                                                                                                                           (ARRIGHI, 1994, p. 33)</p>
</blockquote>
<h4 style="text-align:center;">O Tempo</h4>
<ul>
<li style="text-align:justify;">tempo é uma grandeza endógena ao sistema econômico com tamanho e velocidade determinados pelo próprio sistema.</li>
<li style="text-align:justify;">Arrighi → <strong>Ciclos Sistêmicos de Acumulação</strong>:  os &#8220;séculos longos&#8221; são acelerados e duram cada vez menos; há um período de expansão e um de crise; a crise é o momento da mudança da hegemonia econômica; concentra sua toeria na ordem mundial. </li>
<li style="text-align:justify;">crise sinalizadora: crise que inicia um período de transição.</li>
<li style="text-align:justify;">crise terminal: crise que encerra o período de transição, logo, inicia uma nova fase do capitalismo.</li>
<li style="text-align:justify;">exemplo: a crise de 1929 foi sinalizadora para o surgimento do Fordismo e terminal para os posteriores (pós-fordismo, toyotismo, just-in-time, etc).</li>
<li style="text-align:justify;">Braudel →<strong> Teoria da Regulação:</strong> prioriza os sistemas econômicos nacionais, argumentando que semelhanças ocorrem entre o desenvolvimento de certos países pelo simples fato de terem características internas parecidas, graças à proximidade de seus níveis de amadurecimento (exemplo: EUA e Europa durante o Fordismo; o processo de industrialização dos paíse latino-americanos etc).</li>
</ul>
<h4 style="text-align:center;">Os Sistemas Econômicos e o Regime Internacional</h4>
<ul>
<li style="text-align:justify;">sistema econômico pode ser interpretado como a análise do capitalismo enquanto tipo de organização econômica da sociedade, considerando a relação entre capital, trabalho, etc; ou, ainda, pode se entender a economia mundial, composta de um conjunto de sistemas econômicos individuais justapostos e articulados (regime internacional, para Braudel).</li>
<li style="text-align:justify;"><strong>teoria da estabilidade hegemônica</strong> (Gilpin, Keohane, Kindleberger): a ordem internacional liberal necessita de um líder (em termos de &#8220;capabilities&#8221;, considerando predominantemente o fator econômico como determinante dessa hegemonia). Tal liderança, retomando Gramsci, seria hegemônica quando fizesse uso da <span style="text-decoration:underline;">coerção</span> (domínio legal e, se necessário, com o uso da força) e do <span style="text-decoration:underline;">consenso</span> (domínio cultural, ideológico e psicológico) ao mesmo tempo. </li>
<li style="text-align:justify;"><strong>Robert Cox:</strong> considera que o sistema de hegemonia é muito mais complexo, logo, instável, pois, segundo ele, depende não só dos fatores defendidos pelos teóricos da estabilidade hegemônica, mas também de uma <em>imagem coletiva da ordem mundial</em> e de <em>razões intersubjetivas que induzem comportamentos/ações</em>.  Assim, o regime internacional não seria puramente econômico, mas dependeria também de relações sociais, políticas e ideológicas.</li>
<li style="text-align:justify;">críticas às teorias da dependência/centro-periferia/terceiro-mundismo: as nações têm uma autonomia relativa, pois podem fazer mediações no plano internacional, tornando-se ativas na sua própria inserção na DIT. </li>
<li style="text-align:justify;"><strong>Mistral</strong>: considera que o regime internacional é integrado e essa integração é que permite estabelecer conexões que se complementam (&#8220;<em>complementaridades</em>&#8220;), as quais favorecem a acumulação de capital, ao invés de suscitar &#8220;competições destrutivas&#8221;. Essas complementaridades só são possíveis porque cada espaço econômico é específico e peculiar. </li>
<li style="text-align:justify;"><strong>Lipietz:</strong> o regime internacional é resultado de processos multideterminados em que os resultados também podem ser múltiplos. (Nota minha: particularmente acho isso a maior verborragia)</li>
<li style="text-align:justify;">o regime internacional, portanto, é fruto de inter-relações dos sistemas econômicos individuais através de uma relação hierárquica e não se pode afirmar que ele é autocentrado e auto-regulado.</li>
<li style="text-align:justify;"><span style="text-decoration:underline;">não é autocentrado</span>, pois é apenas o sistema individual hegemônico que atua como centro.</li>
<li style="text-align:justify;"><span style="text-decoration:underline;">não é auto-regulado</span> por não ser autopoiético (como são os sistemas econômicos individuais) e prescindir de relações sociais, que, quando combinadas com instituições, direcionam o sistema para o regime internacional. </li>
</ul>
<h4 style="text-align:center;">Espaço e Economia na Aurora do Século XXI</h4>
<ul>
<li style="text-align:justify;">Arrighi: o século XX foi caracterizado por diferentes regimes em disputa para inaugurar um novo ciclo sistêmico de acumulação, o que poderá caracterizar o século XXI também como longo. </li>
<li style="text-align:justify;">crítica ao determinismo tecnológico: não é a técnica em si que importa para a constituição de um novo regime de acumulação, mas a <em>mudança técnica associada a mudanças sociais</em>.</li>
<li style="text-align:justify;">o progresso técnico é um elemento endógeno do capitalismo, podendo ser encarado como &#8220;consequência&#8221; e não como &#8220;causa&#8221; de mudanças sistêmicas.</li>
<li style="text-align:justify;">analisando o Fordismo, podemos considerar 3 pilares que levaram a ruína deste modo de regulação: </li>
</ul>
<ol style="text-align:justify;">
<li>redução dos ganhos de produtividade: governos aumentam salários reais para aumentar a demanda → aumento do gasto público = inflação</li>
<li>quebra da estabilidade monetária e cambial (agravada pela inflação)</li>
<li>Estado e sua política econômica: fracasso das políticas keynesianas → aumento do déficit público → ascensão do neoliberalismo.</li>
</ol>
<ul>
<li style="text-align:justify;"><strong>Neoliberalismo</strong> &#8211; medidas: desregulamentação dos mercados financeiros; liberalização dos fluxos internacionais de capital-dinheiro; internacionalização da propriedade do capital produtivo (antes praticamente sem mobilidade, devido à redução dos ganhos de produtividade, que inviabilizavam novos investimentos).</li>
</ul>
<h4 style="text-align:center;">A Mudança na Dimensão Espacial do Sistema Econômico</h4>
<ul>
<li style="text-align:justify;"><strong>modelo de desenvolvimento fordista</strong>: regime de acumulação intensivo combinado com modo de regulação monopolista e estruturado no espaço econômico do mercado nacional.</li>
<li style="text-align:justify;">a dimensão espacial do fordismo → nacional, mas com projeção regional, o que justifica a precocidade do processo de integração da Europa. </li>
<li style="text-align:justify;">os antigos impérios coloniais, adotando o padrão industrial norte-americano, criaram formas próprias de modos de regulação (nacionais), numa tentativa de estabilizar os processos de acumulação de capital em suas economias. </li>
<li style="text-align:justify;">século XX: ordem mundial instituída pelos EUA → paridade cambial fixa; proteção no comércio exterior; OI&#8217;s (FMI, BIRD) controlam fluxos de capital financeiros e balanço de pagamentos → declínio nos anos 1970 → para os regulacionistas, crise final do Fordismo; para Arrighi, crise sinalizadora do declínio do ciclo de acumulação norte-americano.</li>
<li style="text-align:justify;"><strong>pós-fordismo:</strong> aumento da interdependência econômica regional (União Europeia, MERCOSUL, etc), o que leva a um modo de regulação instituiído fora do espaço nacional; reordenamento da hierarquia na ordem mundial, onde cada país atua na cena internacional de acordo com a posição em que ocupa no cenário atual. </li>
</ul>
<p style="text-align:justify;">&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<ul> </ul>
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	</item>
		<item>
		<title>The Significance of Japan’s International Relations</title>
		<link>http://guilhermetissot.wordpress.com/2010/09/23/the-significance-of-japans-international-relations/</link>
		<comments>http://guilhermetissot.wordpress.com/2010/09/23/the-significance-of-japans-international-relations/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 23 Sep 2010 13:38:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>guilhermetissot</dc:creator>
				<category><![CDATA[Japan's International Relations]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://guilhermetissot.wordpress.com/?p=455</guid>
		<description><![CDATA[Abstract from Japan&#8217;s International Relations &#8211; Politics, Economics and Security by Hook, Glenn D &#38; Others- Chapter 1 &#8211; International Relations of Japan &#8211; Prof. Lindsay Black &#8211; Universiteit Leiden Japan&#8217;s rise to international prominence of an East Asian latecomer has evinced metaphors and polemics of change, challenge and contradiction. 1960-1990: metaphor of the &#8216;rising [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=guilhermetissot.wordpress.com&amp;blog=9139694&amp;post=455&amp;subd=guilhermetissot&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Abstract from<em> Japan&#8217;s International Relations &#8211; Politics, Economics and Security</em> by Hook, Glenn D &amp; Others- Chapter 1 &#8211; International Relations of Japan &#8211; Prof. Lindsay Black &#8211; Universiteit Leiden</p>
<ul>
<li style="text-align:justify;">Japan&#8217;s rise to international prominence of an East Asian latecomer has evinced <span style="text-decoration:underline;">metaphors</span> and <span style="text-decoration:underline;">polemics</span> of change, challenge and contradiction.</li>
<li style="text-align:justify;">1960-1990: <strong>metaphor of the &#8216;rising sun&#8217;</strong> &#8211; Japan ascends to great power in the economic, political, and possibly even the security dimension following its economic rehabilitation and re-emergence.</li>
<li style="text-align:justify;">1960 &#8211; Japan got into the Organisation for Economic Cooperation and Development (OECD), which means its entry into the club of major industrialized countries.</li>
<li style="text-align:justify;"> 1976 &#8211; Japan had grown to the stature of East Asian&#8217;s new economic giant.</li>
<li style="text-align:justify;">1986 &#8211; Ezra Vogel, Harvard academic, declared the American Century and age of <em>Pax Americana</em> could be replaced in the next century by an era of <em>Pax Nipponica</em>.</li>
<li style="text-align:justify;"><span style="text-decoration:underline;">Positive view of Japan&#8217;s rise</span> (Vogel and others): it would galvanize US business to upgrade their competitiveness and prompt the government to take measures to eradicate the social costs of growth, in the one hand. But on the other, it would provide the US with a new partner to share the burden of maintaining the global order.</li>
<li style="text-align:justify;"><span style="text-decoration:underline;">Negative view of Japan&#8217;s rise</span> (Karen von Wolferen from the Revisionist school): deliberate strategy of mercantilist free riding on the back of the established economic, political and security order maintained by the other industrialized powers (especially the US). They also said the new superpower had no aim in the international sphere save the short-sighted and reckless pursuit of market share and the systematic crushing of economic rival. Altogether, it was seen as a peril and a parasitic threat to the international order, because it&#8217;s an economic juggernaut, driverless and careeing out of control.</li>
<li style="text-align:justify;"><span style="text-decoration:underline;">1990-1 &#8211; during (but also after) the Golf War</span> Japan was highly criticized, altough your economic prowess appearead to have reached its zenith. Japanese leaders and people proved unable to build a consensus on Japan&#8217;s global security and military role.</li>
</ul>
<blockquote><p>&#8220;Japan is anything but number one.&#8221; (Woronoff, 1991)</p>
<p>&#8220;Japan is heading for the edge.&#8221; (Paul Krugman, 1999)</p></blockquote>
<ul>
<li>Since 1946-47, <span style="text-decoration:underline;">Japan has had only three Self-Defence Forces (SDF)</span> in accordance with the <strong>Article 9 of the Peace Constitution</strong>.  They are: Ground Self-Defence Force (GSDF), Maritime Self-Defence Force (MSDF) and Air Self-Defence Force (ASDF), no one of them constitutes truly &#8216;military forces&#8217; in the strict meaning of an army, navy or air force. Then, Japan does not possess nuclear weapons.</li>
<li>2004 &#8211; Japan despatched troops to Iraq only for humanitarian work, which was interpreted as an unbalanced contribution.</li>
<li style="text-align:justify;">Although there are lots of critics that seek to ignore the presence of Japan in the international system (preferring China as a superpower in the region, for example), they are forced to accept that Japan matters greatly and that it also has a vital position in the political, economic and security dimensions (regional and international).</li>
</ul>
<h3>But Why Japan Matters?</h3>
<ul>
<li><span style="text-decoration:underline;">Meiji Era (1868-1912)</span>: Japan caught up with the West in the military and economic dimensions of power.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">WWII and the Japanese defeat</span> eliminate any post-war ambition to match the other industrialized powers militarily. Instead of this, Japan has been forced to channel its energies into recover from wartime devastation.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">In the early 1960s</span>: Prime Minister <strong>Ikeda Hayato&#8217;s administration</strong> implemented the <em>Income Doubling Plan</em>, which promoted high-speed economic growth.</li>
</ul>
<blockquote><p>&#8220;<em>This plan reaffirmed the  government’s responsibility for social welfare, vocational training,  and education, while also redefining growth to include consumers as well  as producers.&#8221; </em> (From: Encyclopedia Britannica)</p></blockquote>
<ul>
<li>Since 1945 the principal image of Japan&#8217;s IR has been linked firmly to the pursuit of <strong>economic interests</strong>. Until 2004 Japan possessed the <span style="text-decoration:underline;">second largest national economy</span> in the world. In the realm of finances, since 1985 Japan has been the<span style="text-decoration:underline;"> largest creditor</span>. On the other hand, Japan&#8217;s national debt has been growing in the wake of the bursting of the &#8216;bubble economy&#8217; to more than 8 per cent of GDP in 2003. But it also is the <span style="text-decoration:underline;">biggest borrower</span> among the major industrialized powers, although most of this comes from domestic sources.</li>
<li>Japan&#8217;s economic presence is felt materially also through the products and activities of its TNCs (Transnational Corporations) and other business enterprises &#8211; Honda, Toyota, Mitsubishi, Sony, Nissan, Panasonic, Toshiba, etc). It has raised also to economic superpower through its gradually enhanced-presence in global economic institutions. Primarilay into the so-called 3 pillars of the Cold War such as IMF, IBRD and GATT (after WTO) with the US&#8217;s sponsorship.</li>
<li>In terms of <strong>security</strong>, Japan has been less salient since defeat in WWII. Rapkin appoints an apparent lack of any universalistic values in Japan to be exported to other countries — &#8216;legitimacy deficit&#8217; — if compared to Western countries such US or UK. Furthermore, <span style="text-decoration:underline;">Japan has not been created a identifiable or forceful political and international ideology</span>, althought such Prime Ministers as<strong> Nakasone Yasuhiro (1982-87)</strong> and <strong>Koizumi Junichiro (2001-)</strong> have raised the international profile of Japan more than others previous.</li>
<li>It is notable that Japan&#8217;s rise in the economic role brought it inevitably a degree of political power in global institutions, as can be seen in its entrance of the G8 — the only member from East Asia —, as well as in the United Nations (where it has increasingly contributed to the UN budget, which might be interpreted like attemp).</li>
</ul>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/guilhermetissot.wordpress.com/455/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/guilhermetissot.wordpress.com/455/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/guilhermetissot.wordpress.com/455/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/guilhermetissot.wordpress.com/455/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/guilhermetissot.wordpress.com/455/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/guilhermetissot.wordpress.com/455/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/guilhermetissot.wordpress.com/455/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/guilhermetissot.wordpress.com/455/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/guilhermetissot.wordpress.com/455/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/guilhermetissot.wordpress.com/455/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/guilhermetissot.wordpress.com/455/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/guilhermetissot.wordpress.com/455/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/guilhermetissot.wordpress.com/455/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/guilhermetissot.wordpress.com/455/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=guilhermetissot.wordpress.com&amp;blog=9139694&amp;post=455&amp;subd=guilhermetissot&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>A Teoria Psicológica do Comportamento Eleitoral: o Modelo Michigan de Decisão</title>
		<link>http://guilhermetissot.wordpress.com/2010/07/13/a-teoria-psicologica-do-comportamento-eleitoral-o-modelo-michigan-de-decisao/</link>
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		<pubDate>Tue, 13 Jul 2010 22:44:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>guilhermetissot</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contemporary Political Theory]]></category>
		<category><![CDATA[Politics]]></category>

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		<description><![CDATA[Resumo do capítulo 1 do livro A Decisão do Voto &#8211; Democracia e Racionalidade, de Marcus Faria Figueiredo &#8211; Política II: Teoria Política Contemporânea &#8211; Prof. Luis Gustavo Grohmann Modelo Michigan Indivíduos semelhantes, do ponto de vista social e de atitudes, tendem a ter comportamentos políticos semelhantes, independentemente de contextos históricos → Ci = f [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=guilhermetissot.wordpress.com&amp;blog=9139694&amp;post=446&amp;subd=guilhermetissot&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Resumo do capítulo 1 do livro <em>A Decisão do Voto &#8211; Democracia e Racionalidade</em>, de Marcus Faria Figueiredo &#8211; Política II: Teoria Política Contemporânea &#8211; Prof. Luis Gustavo Grohmann</p>
<h3 style="text-align:center;">Modelo Michigan</h3>
<ul>
<li style="text-align:justify;">Indivíduos semelhantes, do ponto de vista social e de atitudes, tendem a ter comportamentos políticos semelhantes, independentemente de contextos históricos → <strong><span style="color:#333399;">Ci = f (Ai, Si) </span></strong></li>
<li style="text-align:justify;">Ci = <span style="text-decoration:underline;">comportamento político dos indivíduos</span></li>
<li style="text-align:justify;">Ai = <span style="text-decoration:underline;">atitudes políticas dos indivíduos</span> = fazem parte da psicologia humana, são integradas ao sistema político através de um <em>sistema de personalidades</em> e se consolidam através da socialização política</li>
<li style="text-align:justify;">Si = <span style="text-decoration:underline;">ambiente social em que ocorre a socialização política</span> = ambiente de construção de personalidade, geralmente a família (onde se forma ou não opinião política)</li>
<li style="text-align:justify;">A teoria psicológica do comportamento eleitoral, através do Modelo Michigan, baseia-se em um <strong>método indutivo</strong> (generalização) &#8211; coleta de dados comportamentais particulares que são aplicados ao comportamento político geral + <strong>análise das motivações psicológicas</strong> destes indivíduos observados.</li>
<li style="text-align:justify;">Si é determinado por um conjunto de atitudes expostas pelos outros (influência do meio) → <span style="color:#333399;"><strong>Si = f [Cj = g(Aj, Sj)]</strong></span>, onde Cj é o comportamento político dos indíviduos que influenciam, Aj são as atitudes dos indivíduos do meio &#8220;influenciador&#8221; e Sj é o próprio ambiente que influencia.</li>
<li style="text-align:justify;">Logo, <span style="color:#333399;"><strong>Ci = f [Ai, Cj(Aj, Sj)]</strong></span>, ou seja, é um ciclo de influências que tem poder de alterar o comportamento político de indivíduos, que, por sua vez, também são influenciados por outros dentro de um mesmo ambiente social, mas não necessariamente o mesmo ambiente geográfico/temporal.</li>
<li style="text-align:justify;">Portanto:</li>
</ul>
<blockquote><p>&#8220;O comportamento dos indivíduos é função da interação das atitudes a que esses indivíduos estão sujeitos em suas experiências sociais e políticas.&#8221;</p></blockquote>
<ul>
<li>o <span style="text-decoration:underline;">grau de interesse pela política</span> vai estar associado diretamente a Aij e Sij, ou seja, pela intensidade de reação aos estímulos políticos (atitude política, que é individual) e a importância da política no seu ambiente (influência do ambiente social).</li>
<li>pessoas em ambientes sociais semelhantes têm comportamentos políticos parecidos, assim como pessoas em ambientes sociais díspares têm comportamentos políticos distintos.</li>
<li style="text-align:justify;"><span style="text-decoration:underline;">a condição social dos indivíduos não tem influência no comportamento político</span> destes, mas sim o sistema de atitudes compartilhado por indivíduos com características demográficas semelhantes é que permite esta análise (<strong>sistema atitudinal</strong>).</li>
</ul>
<h4 style="text-align:center;"><strong>Teoria da Crença de Massa</strong></h4>
<ul>
<li style="text-align:justify;">Philipe Converse: o que une as ligações psicológicas individuais com as ações políticas são variáveis endógenas (sistema de crenças políticas) desenvolvidas pelo público e isso tudo depende da capacidade de compreensão da política. Assim, para entendermos/prevermos o comportamento eleitoral, é preciso interpretar as inter-relações entre atitudes e opiniões que podem ser manifestadas pelo povo.</li>
<li style="text-align:justify;">A previsibilidade do comportamento político, segundo Converse, só é aplicável à porção altamente politizada da sociedade (aproximadamente 15% nos PD&#8217;s); a maior parte do eleitorado age segundo suas próprias convicções, o que não permite muita previsão acerca de seu comportamento político.</li>
<li style="text-align:justify;">Converse estabelece dois métodos para solucionar essa <span style="text-decoration:underline;">falta de previsibilidade da parte não-politizada</span> da sociedade:</li>
</ul>
<ol>
<li><span style="text-decoration:underline;">Grau de centralidade</span>: elemento que endogenamente dá maior coerência aos níveis de conceituação; as questões relacionadas à política não são igualmente politizadas na sociedade; observam-se níveis de abrangência das questões públicas, conforme certos níveis de conceituação.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Grau de motivação para a política</span>: extremamente dinâmico; varia de acordo com os estímulos/situações; condicionam estabilidade (ou instabilidade) ao sistema atitudinal.</li>
</ol>
<ul>
<li>é uma condição necessária, segundo Converse, mas não suficiente, conhecer o campo ideológico dos indivíduos para prever seus comportamentos futuros.</li>
<li style="text-align:justify;">opiniões contrárias ou favoráveis originam-se das motivações psicológicas (do campo atitudinal), que estão na base da formação de identidades, mas isso também não é suficiente para levar ao engajamento político ou à alienação.</li>
</ul>
<h4 style="text-align:center;">Teoria da Alienação Política</h4>
<ul>
<li style="text-align:justify;">Incorporada ao Modelo Michigan em fins dos anos 50 através da  via psicanalítica e da psicologia social; defensores: Robert Lane, Melvin Seeman, Joel Aberbach e Ada Finifter.</li>
</ul>
<blockquote><p>&#8220;Alienação Política implica mais do que desinteresse; ela implica rejeição, no sentido psicanalítico do termo &#8216;alienação&#8217;, mas não na versão marxista.&#8221; (LANE, 1962)</p></blockquote>
<ul>
<li>alienação política seria rejeição consciente de todo o sistema político, através da apatia → Síndrome das 3 Atitudes:</li>
</ul>
<ol>
<li>Eu sou objeto e não sujeito da vida política (não tenho influência);</li>
<li>O governo não cuida nem administra no meu interesse;</li>
<li>Eu não aprovo o processo de tomada de decisões, as regras são injustas, ilegítimas e a Constituição parece fraudulenta.</li>
</ol>
<ul>
<li>Seeman apresenta um caráter multidimensional para o conceito de alienação:</li>
</ul>
<ol>
<li><span style="text-decoration:underline;">POWERLESSNESS</span>: impotência do indivíduo frente ao sistema político</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">MEANINGLESSNESS</span>: ininteligibilidade (difícil de se compreender)</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">NORMLESSNESS</span>: anomia (descrença nas regras/leis do sistema)</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">ISOLATION</span>: isolamento</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">SELF-ESTRANGEMENT</span>: auto-alienação/auto-indiferença.</li>
</ol>
<ul>
<li style="text-align:justify;">Aberbach e Finifter dividem o eleitorado entre não-alienados (engajados) e alienados (isolados), mas esse comportamento não é fixo para a determinação dos comportamentos futuros.</li>
<li style="text-align:justify;">&#8220;Sentimentos de impotência política influenciam o comparecimento, mas não a escolha dos eleitores.&#8221; (ABERBACH)</li>
<li style="text-align:justify;">Finifter identifica quatro fatores da alienação política:</li>
</ul>
<ol>
<li><em>Political Powerlessness</em>: impotência política, ou seja, eu não tenho influência alguma no que o governo faz.</li>
<li><em>Political Meaninglessness:</em> ininteligibilidade política, ou seja, as decisões políticas são imprevisíveis e não se vê sentido no rol de decisões.</li>
<li><em>Political Normlessness</em>: as normas são desrespeitadas pelos políticos.</li>
<li><em>Political Isolation</em>: rejeitar objetivos e normas políticas aceitos pela maioria da sociedade, votar é mera formalidade.</li>
</ol>
<ul>
<li>As dimensões 1 e 3 são as que melhor refletem a síndrome da alienação política e, analisando-as relacionadas com várias sociais, percebe-se que o grau de confiança das pessoas, a idade, a educação e a etnia influenciam sobre esses sentimentos.</li>
<li>grupos mais alienados (segundo Finifter): idosos, jovens, minorias sociais, pessoas com baixa escolaridade.</li>
<li>os sistemas políticos vão ser estáveis ou não, conforme o grau de pertencimento e de participação que as pessoas têm com relação a eles.</li>
<li>o sistema atitudinal, base para o comportamento dos indivíduos, tem dois níveis de profundidade:</li>
</ul>
<ol>
<li>desenvolvimento de um sistema de crenças particulares, que orientam a formação de identidades (predisposição para agir em certa direção)</li>
<li style="text-align:justify;">desenvolvimento de um sistema atitudinal propriamente dito, que leva as pessoas a se situarem no continuum &#8220;engajamento-alienação&#8221; (predisposição para agir ou não).</li>
</ol>
<ul>
<li>os dois níveis apresentados por Finifter estão ligados por forças psicológicas interativas.</li>
<li>Assim, após a incorporação dos preceitos de Converse, Lane, Seeman, Aberbach e Finifter, podemos reformular a lei causal do comportamento dos indíviduos como: <span style="color:#888888;"><strong><span style="color:#333399;">Ci = f (IPi, APi)</span> </strong></span></li>
<li><span style="text-decoration:underline;">IPi</span> = identidades políticas (pelo sistema de crenças)</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">APi</span> = estado psicológico motivacional de aderência-alienação política</li>
<li style="text-align:justify;">Ou seja, conhecendo os níveis de adesão-alienação e compreensão-identidade políticas do indivíduo, podemos prever comportamentos futuros; e, por indução, conhecendo as propensões comportamentais dos indivíduos, podemos prever o comportamento dos agregados sociais.</li>
</ul>
<h3 style="text-align:center;">Por que os Indivíduos Votam: a Flutuação nas Taxas de Comparecimento</h3>
<ul>
<li style="text-align:justify;"><span style="text-decoration:underline;">Eleitores assíduos</span>: engajados, com alto grau de interesse político.</li>
<li style="text-align:justify;"><span style="text-decoration:underline;">Eleitores periféricos</span>: o engajamento depende de forças momentâneas.</li>
<li style="text-align:justify;"><span style="text-decoration:underline;">Não-eleitores alienados</span>: alienam-se e quase nada os motiva a participarem do processo eleitoral (no caso de países onde o voto não é obrigatório, isso implica comparecimento ou não nas eleições; onde o voto é obrigatório, pode ser refletido em votar nulo ou em branco).</li>
</ul>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">&#8220;O comparecimento a uma eleição específica é basicamente uma questão de quantos entre os menos interessados são suficientemente estimulados pelas circunstâncias políticas momentâneas para fazerem o esforço de votar.&#8221; (CAMPBELL, 1967)</p>
</blockquote>
<ul>
<li>Ato de votar : <span style="color:#333399;"><strong>Vti = f (IPi, APi, N)</strong></span></li>
<li><span style="text-decoration:underline;">IPi</span> = grau de identidade político-partidária</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">APi</span> = grau de engajamento/alienação</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">N</span> = fatores momentâneos</li>
<li>Taxa de comparecimento/abstenção :  <span style="color:#333399;"><strong>TxC = f (IP, AP, N)</strong></span></li>
<li style="text-align:justify;">Temos, portanto, 2 fatores endógenos (IP e AP) e 1 fator exógeno (N). Este último vai motivar ou não o indíviduo a participar de uma eleição específica.</li>
<li style="text-align:justify;"><em>Normal Vote</em>: proporção de votos estimável a partir do conhecimento das variáveis identificação e envolvimento político &#8211; Converse:</li>
</ul>
<ol>
<li>respostas a forças momentâneas variam inversamente com o grau de identificação partidária</li>
<li>respostas a forças momentâneas variam inversamente com o nível de envolvimento político.</li>
</ol>
<ul>
<li>a identificação partidária origina-se de uma adesão psicológica aos partidos existentes, o que confere estabilidade ou não ao comportamento, pois os partidos funcionariam como catalisadores da síndrome adesão-alienação.</li>
<li>indivíduos engajados politicamente posicionam-se no espectro político-partidário mais facilmente que os demais (posição política mais rígida)</li>
<li>indivíduos menos envolvidos respondem mais rapidamente a estímulos de campanhas políticas (posição política extremamente variável)</li>
<li style="text-align:justify;">por esta razão, um gráfico das respostas a forças momentâneas e participação eleitoral seria uma curva exponencial decrescente.</li>
</ul>
<h3 style="text-align:center;">A Decisão do Voto no Modelo Michigan</h3>
<ul>
<li style="text-align:justify;"><em>Funnel Causality Analogy</em>: a decisão final dos eleitores é produto de um complexo feixe de causalidades.</li>
<li style="text-align:justify;">No nível mais amplo estariam as influências originárias: nível educacional, idade, posição de classe, origens étnicas, religiosas e demográficas e conformações institucionais (do sistema partidário). Estas influências são inseridas na socialização política, através do campo atitudinal.</li>
<li style="text-align:justify;">A variável classe social é pouco considerada, por estar associada à <strong>educação</strong>, que se torna variável-chave para a formação dos níveis de conceituação da política.</li>
<li style="text-align:justify;">No entanto, a relação entre classe social e identidade partidária pode ser mais intensa quando os partidos políticos têm ligações históricas com determinadas classes.</li>
<li style="text-align:justify;">Os fatores sociológicos têm influência variável na orientação da opção partidária dos indivíduos.</li>
<li style="text-align:justify;">Os efeitos das variáveis sociológicas manifestam-se indiretamente através da adesão partidária.</li>
<li style="text-align:justify;">O indivíduo é (ou não) atraído psicologicamente pelos elementos centrais do processo político (partidos e candidatos), ou seja, a relação eleitor-candidato é de empatia.</li>
<li style="text-align:justify;">O grau de fidelidade partidária dos eleitores é desafiado pelas forças mobilizadoras durante as campanhas e é o que vai comandar a direção do voto.</li>
<li style="text-align:justify;"><span style="text-decoration:underline;">Eleições normais</span> (não-estimulantes): os votos seguem a distribuição das identidades partidárias.</li>
<li style="text-align:justify;"><span style="text-decoration:underline;">Eleições atípicas</span> (estimulantes): maior grau de infidelidade partidária e concentração maior de não-identificados numa certa direção.</li>
<li style="text-align:justify;"><em>Por que os eleitores fiéis respondem menos aos apelos das forças mobilizadoras de uma campanha?</em> A resposta está nos fatores psicológicos que formam o campo atitudinal desse eleitorado, ou seja, no <span style="text-decoration:underline;">mapeamento das transferências das motivações psicológicas na relação indivíduo-partido</span>. Assim, tal comportamento segue a mesma lógica do comparecimento para votar (os menos engajados são mais influenciados que os engajados politicamente).</li>
<li style="text-align:justify;">Para a teoria psicológica do voto, <strong>a participação e a volatilidade eleitorais são função da distribuição do grau de adesão-alienação política e partidária na sociedade</strong> e o peso desses últimos é determinado por fatores <em>ad hoc. </em>Logo, pela analise do que orienta os indivíduos no mundo político, pode-se prever suas reações à atração política e seus comportamentos eleitorais.</li>
</ul>
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		<title>Natureza Social da Produção de Mercadorias para Marx</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Jul 2010 01:12:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>guilhermetissot</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economics]]></category>
		<category><![CDATA[History]]></category>
		<category><![CDATA[History of Economic Thought]]></category>

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		<description><![CDATA[HUNT, E. K. História do Pensamento Econômico. Rio de Janeiro: Campus, 1981. Os produtos do trabalho humano só se convertiam em mercadorias quando o objetivo primeiro era trocá-lo por dinheiro no mercado, ou seja, a produção de mercadorias era baseada na busca pelo valor de troca. Marx elencou três pré-requisitos para que uma sociedade fosse [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=guilhermetissot.wordpress.com&amp;blog=9139694&amp;post=441&amp;subd=guilhermetissot&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">HUNT, E. K. História do Pensamento Econômico. Rio de Janeiro: Campus, 1981.</p>
<p style="text-align:justify;">Os produtos do trabalho humano só se convertiam em mercadorias quando o objetivo primeiro era trocá-lo por dinheiro no mercado, ou seja, <span style="text-decoration:underline;">a produção de mercadorias era baseada na busca pelo valor de troca</span>.</p>
<p style="text-align:justify;">Marx elencou três pré-requisitos para que uma sociedade fosse totalmente movida pelo valor de troca (sociedade produtora de mercadorias):</p>
<ol style="text-align:justify;">
<li>Alto grau de especialização;</li>
<li>Total separação do valor de uso do valor de troca (exigência da especialização);</li>
<li>Mercado amplo e bem desenvolvido com o uso da moeda como equivalente de valor universal (para mediar as trocas).</li>
</ol>
<p style="text-align:justify;">Havia uma relação social definida e indispensável entre os produtores, mas cada um produzia suas mercadorias individualmente e as vendia no mercado. A partir da renda obtida com esta venda, ele comprava os produtos de que necessitava. Assim, as relações sociais entre produtores pareciam, para cada produtor, relações entre ele e o mercado.</p>
<p style="text-align:justify;">O valor de uso produzido pelo trabalho útil não poderia ser consumido e usado sem o funcionamento das trocas no mercado, em uma sociedade produtora de mercadorias, mas somente o trabalho útil produzia valor de uso. Os economistas burgueses, pelo contrário, achavam que a utilidade (valor de uso) era gerada exclusivamente das trocas. Para Marx, portanto, <span style="text-decoration:underline;">o trabalho útil é que gerava utilidade e a troca era apenas um pré-requisito necessário para o funcionamento de uma sociedade que produzia mercadorias</span>.</p>
<p style="text-align:justify;">
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/guilhermetissot.wordpress.com/441/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/guilhermetissot.wordpress.com/441/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/guilhermetissot.wordpress.com/441/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/guilhermetissot.wordpress.com/441/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/guilhermetissot.wordpress.com/441/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/guilhermetissot.wordpress.com/441/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/guilhermetissot.wordpress.com/441/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/guilhermetissot.wordpress.com/441/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/guilhermetissot.wordpress.com/441/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/guilhermetissot.wordpress.com/441/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/guilhermetissot.wordpress.com/441/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/guilhermetissot.wordpress.com/441/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/guilhermetissot.wordpress.com/441/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/guilhermetissot.wordpress.com/441/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=guilhermetissot.wordpress.com&amp;blog=9139694&amp;post=441&amp;subd=guilhermetissot&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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